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Qual sua opinião sobre os Direitos Humanos dos Operadores de Segurança Pública?
No dia 15 de dezembro de 2010 foi instituída uma Portaria Interministerial sobre os Direitos Humanos dos Operadores de Segurança Pública (Para saber mais, clique aqui). Esta portaria assegura o direito de opinião, liberdade de expressão, valorização da vida, direito à diversidade, entre outros tópicos.

E qual sua opinião sobre esta portaria?
Concordo. Apenas incluídos no debate os policiais poderão respeitar os direitos humanos.
94%
Depende. Direitos humanos devem ser aplicados apenas para policiais de boa conduta.
6%
Discordo. Isso atrapalha a hierarquia policial.
0%

5 Comentários
O pecado praticado pelos legisladores quando da elaboração, conclusão e aprovação da Constituição de 1988, na Assembléia Ncional Constituinte, começou a ser corrigido passados 23 anos.

Ficou altamente contraditório, entrar em vigor uma Carta Magna extremamente avançada para época, democrática, que coloca em destaque a dignidade da pessoa humana, e, ainda recepcionar em seu art.144, uma segurança pública nos moldes do sistema de governo anterior, a razão para esse fim, nunca ficou claro, apenas o que acometeu a sociedade organizada, mais precisamente a categoria policial, que tembém DEVE ser considerada e tratada como qualquer cidadão comum, pois é vedada a discriminação universal nas linhas da nova Constituição Brasileira.

Os profissionais da segurança pública, principalmente os ditos militares estaduais, foram cerceados de seus direitos enquanto cidadãos amparados pela Constituição, apenas por se encontrarem inseridos na disposição do art. 144 da mesma Carta, que reporta os mesmos como força reserva e auxiliar do Exército Brasileiro, transferindo o controle, errôneamente, para aquela força armada, como se ainda fôssemos regidos pelos militares.

Com o advento da Portaria da União que promove o reconhecimento tardio dos direitos humanos dos operadores do sistema policial brasileiro, começa a dismistificar e a exorcizar um mal entendido que causou mal estar nos integrantes do sistema por muitos anos. Esse avanço, apesar da demora, se torna um divisor de águas, pois começa a se estruturar uma nova realidade policial brasileira.

Parabéns aos idealizadores dessa portaria e aos profissionais da segurança pública pelo novo olhar para a categoria, no resgate ao respeito e a dignidade desses trabalhadores.

Dignidade ainda que tarde.
     Assim como comentado pelo brasileiro que trina a suat (Americana) comentou que aqui no Brasil o Sistema não treina tanto os policiais quanto outros para proteger se necessário com a vida o contribuinte brasileiro "que paga pelos serviços do sistema" , no treinamento são treinados a se proteger e aos seus em primeiro lugar .
     Tudo isso ainda residuos da ditadura passada.
     Precisamos de reformular o Brasil substituindo onde for preciso o paradigma de "Visão Classes" passando a "Visão Sistemas" .

em minha opinião nos dias atuais, os policiais que estão sendo tratados com discriminação, desrespeito, e estamos esquecendo que eles tambem são seres humanos, e merecem serem tratados como tal, queremos defender os criminosos de toda maneirae esquecemos que os policiais saem da sociedade, são brasileiros, pessoas como qualquer outra, são pais , filhos , maridos, esposas, tem sentimentos, são presa facil dos bandidos, estamos elitisando as policias, e esquecemos que o criminaso, esta a cada dia mais cruel, nao acho que violencia se cura com violencia, mas nao podemos mais tratar um  criminoso como um cidadão de bem, quem comete crime deve pagar pelo seu erro exemplarmente, para nao encorajar outros criminosos a praticarem crimes , no brasil tudo pode, tudo é permitido, esta se matando como uma coisa normal, precisamos ser mais serios, policial que comete crime deve ser punido e pelo que vemos hoje em dia ele é punido, e precisamos parar de passar a mão na cabeça, de marginal, pois estamos encorajando o criminoso a continuar praticando crimes, todo ser humano deve ter boa conduta, e nao so os policiais, nas alternativas abaixo ja estou vendo uma descriminação.
A Portaria SEDH/MJ N0 2 de 15 de Dezembro de 2010 (DOU 16.12.2010) vem ao encontro em muito das expectativas dos bons profissionais de policia que pensam em sua sociedade com mais seriedade e respeito, que procuram não ser sindicalistas salariais meramente, mas pessoas que de alguma forma buscam a despeito das dificuldades oferecer seus prestimos dignamente a sociedade e esperam que esta possa de alguma forma separar o JOIO do TRIGO. Tristemente e de forma comum desenvolvemos o habito de colocarmos e taxarmos como iguais e na mesma  situação os bons e os maus profissionais.
A imagem negativa de uma instituição geralmente é construida por atitudes individuais e a imagem positiva por atitudes coletivas. É bem provavel que a impunidade, o desrespeito mutuo, a pouca capacitação exigida  nos concursos publicos associados a falta de condições de se avaliar o carater de um ser humano contribuam significativamente para instituir esta situação. Veja o caso do Juiz Nicolau, Juiz de Direito, Promotor Igor, O promotor assassino de Bertioga, O Juiz assacino do Supermercado em Recife, e tantos outros casos inexplicáveis senão pela má formação do caráter, e isto não é portanto algo que não possa ser entendido como um equivoco na formação do homem, não nasce da instituição, não tem seu berço na corrupção ou na falta exclusiva de conhecimento e cidadania, nasce como uma sociopatia moderna que ainda não entendemos: A Violencia. Ela também existe entre aqueles que sugeitam-se a viver nesta mesma sociedade, ou seá possivel pensar que os homens que fazem segurança publica exerçam seus mister sem pertencerem a esta mesma sociedade, sem estarem sugeitos as mesmas mazelas que os demais seres humanos? Se esperamos isto dos profissionais de segurança estamos muito aquem de termos o direito de exigirmos algo que não fazemos por nós mesmos: Respeito e responsabilidade. 
Chegamos a um ponto em que a sociedade exige uma polícia que tenha respeito por ela, que a sirva e proteja, missão principal. As instituições estão fundadas em um pensamento histórico do século XVII, quando o policial era o guardião dos bens particulares e caçador de escravos. Pois bem,  a sociedade mudou, o policial  mudou e os dois requerem novas instituições, adequadas à realidade nacional, da sociedade e da polícia. Como respeitar se no ambiente de trabalho  os policiais são massacrados? Como entender se no ambiente de trabalho nunca são ouvidos? Por fim, a grande maioria do trabalhador policial leva para as ruas a sua amargura com a instituição que não lhe respeita os direitos básicos; leva, para atender o cidadão. sua insatisfação com a falta de perspectivas em sua prórpia vida miserável; e quando vejo um policial na rua, vejo um homem e uma arma. Nunca consigo ver o Estado atrás deste homem. Se os Estados estão ultrapassados, que novos ordenamentos os obriguem a se adequar à realidade do mundo.
Benditos sejam os autores da Portaria.

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