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Geoprocessamento e Segurança Pública
Ivenio Hermes Junior - Rio de Janeiro(RJ) - 26/01/2012
Sistemas de Informações Geográficas como instrumento de apoio à Decisão


      Os Sistemas de Informações Geográficas passaram a fazer parte do cotidiano de uma boa gestão de operações em segurança pública. Os SIGs, como são mais conhecidos, geram maior segurança aos policiais nas operações, tornando possível agir mais eficazmente na prevenção e repressão ao crime. O geoprocessamento aperfeiçoa o melhor uso de efetivo, de material a ser empregado nesta ou naquela operação de acordo com sua finalidade, gerencia tecnologias e as emprega dentro de um processo anterior à operação, ou seja, no planejamento, tornando-se uma ferramenta de apoio à decisão da ação que será desenvolvida.

      Há uma quantidade enorme de operações policiais deflagradas no Brasil, principalmente pela Polícia Federal cuja metodologia de trabalho se baseia em acesso a banco de dados e geoprocessamento. Meses de investigação, enorme emprego de material humano e todo um planejamento vem obtendo relativo sucesso, afinal o processo decisivo da operação é baseado em ferramentas de dados.

      Ainda ressalto aqui, que diversas "provas" têm sido anuladas porque no próprio inquérito policial, pela natureza de sua produção, elas não advém de um sistema planejado nem de banco de dados nem de geoprocessamento. Citando Rafael Francisco França, delegado de Polícia Federal no Rio Grande do Sul, pós-graduando em Ciências Penais pela PUC/RS, sócio do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim) que diz que "Não há a menor dúvida de que o Inquérito Policial necessita reformas para melhor atender aos anseios de uma sociedade em constante evolução." Cumpre lembrar que ele é apenas uma peça da investigação, peça esta que ficará completamente comprometida se sua produção for mal feita ou gerada de maneira equivocada, pois os métodos decisórios geradores foram baseados na mera presunção.

      A lógica é a organização sistemática do raciocínio do investigador através das ferramentas disponíveis. O geoprocessamento cria soluções para iniciar, continuar ou encerrar uma investigação. O professor Sérgio Roxo da Fonseca afirma que "A lógica estuda o mundo "como" ele é." Ou seja, a criação de uma metodologia de trabalho com base no conhecimento do mundo, no uso de banco de dados, SIGs e todos os meios que puderem ser disponibilizados para a decisão.


Aplicações do Geoprocessamento

      Não precisamos ir longe para entender bem o geoprocessamento. Numa análise simples podemos ver sua utilização e aprimoramento ao longo dos anos no Brasil.

      De acordo com material relacionado à Wikipédia: A introdução do geoprocessamento no Brasil inicia-se a partir do esforço de divulgação e formação de pessoal feito pelo prof. Jorge Xavier da Silva (UFRJ), no início dos anos 80. A vinda ao Brasil, em 1982, de Roger Tomlinson, responsável pela criação do primeiro SIG (o Canadian Geographical Information System), incentivou o aparecimento de vários grupos interessados em desenvolver tecnologia, entre os quais podemos citar:

              UFRJ: O grupo do Laboratório de Geoprocessamento do Departamento de Geografia da UFRJ, sob a orientação do professor Jorge Xavier, desenvolveu o SAGA (Sistema de Análise GeoAmbiental). O SAGA tem seu forte na capacidade de análise geográfica e vem sendo utilizado com sucesso com veículo de estudos e pesquisas.

              MaxiDATA: Os então responsáveis pelo setor de informática da empresa de aeronivelamento AeroSul criaram, em meados dos anos 80, um sistema para automatização de processos cartográficos. Posteriormente, constituíram empresa MaxiDATA e lançaram o MaxiCAD, software largamente utilizado aqui no Brasil, principalmente em aplicações de mapeamento por computador.

              INPE: Em 1984, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espacias) estabeleceu um grupo específico para o desenvolvimento de tecnologia de geoprocessamento e sensoriamento remoto (a Divisão de Processamento de Imagens - DPI). De 1984 a 1990 a DPI desenvolveu o SITIM Sistema de Tratamento de Imagens) e o SIG (Sistema de Informações Geográficas), para ambiente PC/DOS, e, a partir de 1991, o SPRONG (Sistema para Processamento de Informações Geográficas), para ambientes UNIX e MS/Windows.


      Assim, o geoprocessamento hoje faz parte do processo decisório para reflorestamento, desenho urbano, impacto de desvio e represamento de rios para criação de hidroelétricas, e mais precisamente, na área de segurança pública, desenvolveu o SINIVEM, o SINARM, o SISCOR, além de outros importantes gerenciadores e alimentadores de banco de dados que facilitam a pesquisa policial tanto no processo investigativo como na geração de operações policiais e de corregedoria.

1 Comentários
Embora os riscos provenientes dos homicídios e das chacinas aumentem nas periferias das grandes cidades, e ocorram sobretudo nos finais de semana, no horário noturno e vitimem homens jovens, as medidas de segurança estão longe de privilegiar esse perfil. As políticas parecem ser mais suscetíveis ao clamor dos moradores dos bairros centrais, de classe média, que reclamam principalmente dos crimes contra o patrimônio (furtos e roubos) e contra a nova e avassaladora onda de seqüestros. Esse fato se deve ao maior poder de pressão desses grupos; ao maior impacto político dos crimes contra o patrimônio, à necessidade de racionalizar os escassos recursos e colocar policiais onde há mais visibilidade, bem como à miopia da discriminação que separa os criminosos (representados como sendo moradores, negros e pardos, das periferias, das favelas e dos cortiços), das pessoas respeitadoras da lei, brancas e que moram em bairros considerados nobres ou em condomínios fechados. Evidentemente que, as pesquisas de opinião tendem a mostrar que o medo e a insegurança são mais ou menos generalizados. Os responsáveis pelas políticas de segurança tendem a responder a esse dado com medidas policiais padronizadas, policiamento veicular aleatório e batidas periódicas, tanto nas favelas como nos bairros centrais. O crescimento do crime violento não produziu os efeitos esperados nas políticas de segurança pública. Embora tenha provocado muitas discussões, debates e propostas, as instituições da justiça criminal ainda não sofreram mudanças significativas. Mesmo uma política sistemática de policiamento comunitário não se tornou realidade nos bairros periféricos da região metropolitana. Mas a expectativa é que toda essa onda possa, um dia, interferir positivamente nas práticas de nossas instituições e, no limite, melhorar a prestação dos serviços de segurança à população. Por enquanto, a realidade social da maioria da população tem se mostrado imune a qualquer iniciativa. Conceito de Rede Em Geoprocessamento, o conceito de rede denota as informações associadas a serviços de utilidade pública, como água, luz e telefone; redes relativas a bacias hidrográficas; e rodovias. As informações espaciais são usualmente armazenadas em forma de grafo que armazena informações sobre recursos que fiuem entre localizações geográficas distintas. Os grafos usam topologia arco-nó, onde os arcos têm um sentido de fluxo e os nós podem ser fontes ou sorvedouros. Uma rede é um sistema de endereçamento 1-D embutido no espaço 2-D. Para citar um exemplo, tome-se uma rede elétrica, que tem, entre outros, os componentes: postes, transformadores, subestações, linhas de transmissão e chaves. As linhas de transmissão serão representadas topologicamente como os arcos de um grafo orientado, estando as demais informações concentradas em seus nós. Operações típicas sobre rede são cálculo de caminho ótimo e crítico. Vários algoritmos de cálculo de propriedades da rede podem ser resolvidos apenas considerando a topologia da rede e de seus atributos (Câmara, 1995). Segundo Martins (2009), a dinâmica extraída de uma ocorrência policial pode revelar, através de procedimentos e estilo de trabalhos adotados, a origem e autoria do crime. A dinâmica criminal representa importante fonte para análise de similaridades e co51/78 relações entre delitos cometidos em diferentes momentos. Através de comportamentos sistemáticos é possível estabelecer vínculos entre quadrilhas ou padrões de reincidência característicos de eventos criminais associados. Procedimentos e estilos de execução de delitos são conhecidos como dinâmica do crime, estando presentes em vestígios extraídos de documentos e boletins de ocorrências policiais (Xu & Chen, 2004), onde circunstâncias fundamentais da ocorrência são analisadas. As organizações criminais relacionam-se através de linhas de procedimentos comuns, estabelecendo vínculos entre tipificações criminais aparentemente desvinculadas e recompensas finais de diferentes naturezas. Crimes de maior clamor público, como roubo e furto de veículos, chacinas ou roubo de carga frequentemente encontram a mesma origem nos relacionamentos e associações criminais: o tráfico de entorpecentes (Martins, 2000).
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