Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player


Dados da PNSP

Diagnóstico dos Sistemas Estaduais de Segurança Pública

Redes Sociais

Parcerias

Esse é o conteúdo alternativo

apoio

Esse é o conteúdo alternativo

Seja um Doador

Contribua e nos ajude a construir uma nova forma de falar sobre segurança pública no Brasil.

Boletim

Receba mensalmente nosso informativo com as notícias e os eventos mais importantes ligados ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Pergunte a um associado

Marcelo Ottoni Durante
Minas Gerais
Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997), mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001) e doutorado em Sociologia e Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (2008). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Viçosa. De 2003 a 2009 foi Coordenador Geral de Pesquisas e Análise da Informação da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
No "Pergunte ao Associado" deste mês, Marcelo Ottoni Durante nos fala sobre a criação e gestão do Sistema Nacional de Gestão do Conhecimento em Segurança Pública.








Você foi o responsável pela criação e gestão do Sistema Nacional de Gestão do Conhecimento em Segurança Pública. O que você pretendia com essa empreitada?
O SINESP foi construído com o objetivo de fornecer aos gestores da área de segurança pública de todo o país subsídios para a elaboração de diagnósticos sobre os problemas a serem enfrentados pelas suas ações e, também, avaliar os resultados alcançados pelas ações executadas, sempre numa perspectiva comparativa. O acesso contínuo e aberto às estatísticas organizadas pelo SINESP promoveria a criação de uma rede de dados onde os diversos órgãos de segurança pública depositariam suas informações e, por outro lado, estes mesmos órgãos passariam a ter acesso às informações produzidas pelos demais órgãos. Todo este processo de intercâmbio de informações favoreceria a integração entre os órgãos na realização de ações conjuntas, constituindo o Sistema Único de Segurança Pública, onde a SENASP ocuparia um papel central. A partir destas informações coletadas pelo SINESP, subsídios de caráter gerencial, a SENASP teria como pautar políticas nacionais focalizadas garantindo a eficácia, eficiência e efetividade das ações, promover a articulação entre os órgãos de segurança pública e promover a criação de padrões de qualidade de ação e resultado a serem difundidos. Por fim, vale salientar que o SINESP constituiria ainda um instrumento de empoderamento da sociedade civil em relação à cidadania. O acesso contínuo e aberto às estatísticas, ou seja, o conhecimento pleno da situação de segurança pública em que se encontra o país, constitui um subsídio básico para que as pessoas não só tomem suas decisões sobre como poderão contribuir para a solução do problema, como também avaliem os resultados concretos alcançados pelas políticas públicas executadas em nível municipal, estadual ou federal.
Quais foram as repercussões que essa gestão lhe proporcionou?
Quando saí da SENASP, no final de 2009, tínhamos resultados significativos de implantação do SINESP em termos da coleta dos dados (ocorrências registradas, perfil dos órgãos de segurança pública e o lançamento da primeira pesquisa nacional de vitimização); uso dos dados (distribuição dos recursos do FNSP pautada pelas estatísticas e uso das estatísticas em diversos outros procedimentos administrativos) e divulgação dos dados (relatórios atualizados anualmente eram disponibilizados via internet). Durante todo o período de implantação do SINESP sofremos fortíssimas resistências resultantes principalmente da inexistência de uma cultura de gestão pública entre nossos gestores no Brasil. A política constitui o fator mais importante na determinação da execução das ações pelos órgãos públicos no Brasil e, neste contexto, tanto divulgar abertamente a real situação da segurança pública no país como o próprio conhecimento do que está ocorrendo, mesmo sem divulgar, coloca em risco quem está no poder. Quantas e quantas vezes escutamos a seguinte desculpa dos nossos gestores em relação a sua inoperância: “Só não havíamos realizado nada, por que não sabíamos que isto estava ocorrendo.” Fizemos todo o esforço técnico e político necessário para criar o SINESP adaptado a realidade nacional, onde cada órgão de segurança pública possui uma linguagem distinta de classificação das ocorrências e possui orientações políticas distintas para tratar as informações. No entanto, há ainda muito a ser feito e acredito que uma tarefa principal neste esforço é fazer com que a criação do SINESP passe a ser efetivamente uma tarefa coletiva valorizada por todos os profissionais de segurança pública no Brasil nos âmbitos federal, estadual e municipal

0 Comentários
para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Fórum de Segurança Pública, e adicione seus comentários em seguida.