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Mortes violentas não esclarecidas no Rio de Janeiro
Forum Brasileiro de Segurança Publica - São Paulo(SP) - 21/10/2011
Segundo os dados oficiais do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, o número de óbitos ocasionados por agressões de terceiros (homicídios) no Estado do Rio de Janeiro diminuiu nos últimos anos, de 7.099, em 2006, para 5.064, em 2009, o que implica em um decréscimo de 28,7%, no período. Contudo, conforme argumentaremos nesse artigo, há fortes indícios de que esse resultado tenha se dado por consequência de má classificação e manipulação dos dados.
A despeito da qualidade das informações contidas no SIM, observou-se no Estado do Rio de Janeiro, a partir de 2007, aumento substancial de óbitos violentos cuja causa não foi esclarecida, o que destoou completamente não apenas do padrão dos dados cariocas registrados até 2006, mas também da trajetória declinante de registros de óbitos indeterminados no âmbito nacional. O número de “homicídios ocultos” aumentou acentuadamente nesse período, passando a corresponder em 2009 a 62,5% dos casos registrados ou, em números absolutos a 3.165 homicídios não registrados.
A despeito da qualidade das informações contidas no SIM, observou-se no Estado do Rio de Janeiro, a partir de 2007, aumento substancial de óbitos violentos cuja causa não foi esclarecida, o que destoou completamente não apenas do padrão dos dados cariocas registrados até 2006, mas também da trajetória declinante de registros de óbitos indeterminados no âmbito nacional. O número de “homicídios ocultos” aumentou acentuadamente nesse período, passando a corresponder em 2009 a 62,5% dos casos registrados ou, em números absolutos a 3.165 homicídios não registrados.
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Comentários
Comentários
Amadeu Epifanio - Rio de Janeiro(RJ) - 22/10/2011 - 03:18
Isso se reflete em alguns fatores já conhecidos, tais como impunidade, leis brandas, defasadas, com brechas que permitem a flexibilidade de ações, solturas, liberdades provisórias ou para aguardar julgamentos, conversões de penas alternativas, etc. Tudo culminando com a famosa impunidade, que acaba por gerar motivação para aqueles que pretendem cometer delitos, agressões ou mesmo crimes.
Se a justiça perde o respeito e a confiança daqueles que à procuram, de quem esperar socorro para aqueles que se auto delegam poder para fazer o que querem, do jeito que querem e contra quem quer que seja ? As milícias nasceram da insegurança gerada pelo estado. O que virá depois ?
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Samira Bueno Nunes - São Paulo(SP) - 24/10/2011 - 08:58
As conclusões do artigo de Daniel Cerqueira infelizmente reforçam a descrença nas estatísticas oficiais dos governos, instrumento fundamental na formulação de políticas públicas. No entanto, há que se destacar que diversos entes da Federação e o Governo Federal têm investido para aprimorar seus sistemas de informação e gerar indicadores de qualidade, que sirvam de base para o planejamento e a execução de políticas públicas. Transparência na divulgação dos dados, além de um requisito básico para a democracia, constitui a única forma de criarmos indicadores de desempenho e avaliação das políticas e de aprimorarmos a qualidade dos registros.
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Amadeu Epifanio - Rio de Janeiro(RJ) - 26/10/2011 - 12:59
Samira, dados podem ser manipulados, seja para encobrir o que pode ser visto, seja para fantasiar aquilo que outros querem ver, mas na hora de pôr os dados em prática é que se vê a disparidade entre a realidade e o que foi escrito. O que precisamos escrever realmente é o incío de uma nova história, de uma nova política pública, de uma nova segurança pública e de uma nova polícia não corrupta. São esses os dados que servirão de base para manutenção desse novo começo. Escrever antes de agir, é dar crédito ao incerto e ao inseguro, pois não conhecemos direito, hoje, quem é a mão que segura o lápis que faria essa escrita. Polícia, política, justiça e segurança pública hoje, é um problema de junta. Mas dá pra salvar alguma coisa e com isso, recomeçar denovo. Aqueles que acreditam, podem e devem fazer parte, fazendo e cobrando aquilo que é correto, mesmo que doa, mesmo que perca. Precisamos fazer este País à voltar ao que era. Os principais centros de gravidade da sociedade são a FAMÍLIA e a JUSTIÇA. Os jovens só deixarão de serem clientes do tráfico e a corrupção só deixará de existir, quando a família voltar ao normal e a justiça escrever novas tábuas, que faça a sociedade temer e cumprir.
O que estamos fazendo hoje, não é escrever uma história, mas assinando uma página em branco, para que os outros ponha nela o que bem querem. É realmente isso que queremos ?
Não se esqueçam: Somos(sempre)pelo o que somos.
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