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Giro pelo mundo
Violência étnica vitima milhares
A onda de violência étnica que tem aterrorizado nas últimas semanas o Estado de Jonglei, no Sudão do Sul, afectou pelo menos 120 mil pessoas até ao momento, soube-se ontem de fontes das Nações Unidas.
“A violência em Jonglei não parou. Há várias semanas a ONU lançou uma operação humanitária em larga escala para ajudar as cerca de 60 mil pessoas afectadas pela violência”, afirmou Lise Grande, coordenadora humanitária da ONU para o Sudão do Sul. “Com os recentes ataques, a ONU prevê que o número de pessoas que precisam de ajuda duplicou”, referiu a responsável.
Lise Grande admitiu que o número de vítimas pode aumentar se os confrontos tribais persistirem na região. As Nações Unidas começaram a preparar meios para assistir até 180 mil pessoas.
Os ataques mais recentes foram registados no princípio da semana passada na aldeia de Duk Padiet, na zona norte do Estado de Jonglei, com registo de “80 mortos e 300 casas queimadas”, indicou a responsável. Lise Grande afirmou, em declarações aos jornalistas na capital, Juba, que o Programa Alimentar Mundial (PAM) estima que mais de 90 mil pessoas “precisam de comida imediatamente”.
O Estado de Jonglei, na região leste do Sudão do Sul, o mais jovem país do mundo (proclamou a independência em Julho de 2011), tem sido palco nas últimas semanas de violentos confrontos tribais que fizeram um número indeterminado de mortos. Em Dezembro, cerca de oito mil jovens armados da tribo Lou Nuer atacaram aldeias da etnia rival Murle, nos arredores da cidade de Pibor. Os ataques terminaram com a intervenção do exército.
Os trabalhadores humanitários que têm visitado as áreas afectadas pelos confrontos afirmam que viram diversos corpos queimados nas aldeias e cadáveres em decomposição nas estradas.
As autoridades governamentais admitem que mais de 150 pessoas morreram durante os ataques étnicos. Milhares de pessoas foram obrigadas a procurar refúgio noutras zonas do país. O governo do Sudão do Sul declarou o estado de Jonglei como “zona de calamidade”.
Cartum é contra abertura do corredor no sul do país
O Sudão rejeitou com firmeza um apelo dos Estados Unidos da América para a criação de um corredor de segurança nas zonas sob controlo do Exército de Libertação do Povo do Sudão (APLS, rebelião armada) no Kordofan Sul e na região do Nilo Azul, no norte.
Num comunicado difundido na capital, Cartum, o governo sudanês indica que tal acção só é aceite se houver garantia da participação plena da Comissão de Ajuda de Emergência do Sudão e de outras organizações nacionais afins.
A Comissão duvida das informações contidas no comunicado da embaixadora dos Estados Unidos junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Susan Rice, sobre a situação humanitária nas zonas controladas pelos rebeldes do APLS. O governo sudanês defende a ajuda que se pretende dar tem como objectivo enraizar as forças ocidentais na região do sul.
“A distribuição de ajuda às populações do Sul só foi um pretexto para os incitar à secessão”, disse em comunicado o governo do Sudão, aludindo ao processo que conduziu à independência do Sudão Sul em Julho do ano passado.
O comissário sudanês exortou os Estados Unidos a trabalharem para pôr termo às hostilidades nestas regiões, para que a ajuda humanitária possa beneficiar as pessoas que, segundo eles, precisam realmete de socorro com urgência.
De acordo com relatórios atribuídos à ONU, mais de 500 mil pessoas estão deslocadas ou afectadas pelos combates no Sul Kordofan e no Nilo Azul, onde os rebeldes Nuba, outrora aliados dos dirigentes do Sudão-Sul, pegaram em armas contra o Exército.
O número de necessitados cresce todos os dias devido à persistência dos confrontos tribais sobretudo na região norte do país
Fonte: Jornal de Angola
“A violência em Jonglei não parou. Há várias semanas a ONU lançou uma operação humanitária em larga escala para ajudar as cerca de 60 mil pessoas afectadas pela violência”, afirmou Lise Grande, coordenadora humanitária da ONU para o Sudão do Sul. “Com os recentes ataques, a ONU prevê que o número de pessoas que precisam de ajuda duplicou”, referiu a responsável.
Lise Grande admitiu que o número de vítimas pode aumentar se os confrontos tribais persistirem na região. As Nações Unidas começaram a preparar meios para assistir até 180 mil pessoas.
Os ataques mais recentes foram registados no princípio da semana passada na aldeia de Duk Padiet, na zona norte do Estado de Jonglei, com registo de “80 mortos e 300 casas queimadas”, indicou a responsável. Lise Grande afirmou, em declarações aos jornalistas na capital, Juba, que o Programa Alimentar Mundial (PAM) estima que mais de 90 mil pessoas “precisam de comida imediatamente”.
O Estado de Jonglei, na região leste do Sudão do Sul, o mais jovem país do mundo (proclamou a independência em Julho de 2011), tem sido palco nas últimas semanas de violentos confrontos tribais que fizeram um número indeterminado de mortos. Em Dezembro, cerca de oito mil jovens armados da tribo Lou Nuer atacaram aldeias da etnia rival Murle, nos arredores da cidade de Pibor. Os ataques terminaram com a intervenção do exército.
Os trabalhadores humanitários que têm visitado as áreas afectadas pelos confrontos afirmam que viram diversos corpos queimados nas aldeias e cadáveres em decomposição nas estradas.
As autoridades governamentais admitem que mais de 150 pessoas morreram durante os ataques étnicos. Milhares de pessoas foram obrigadas a procurar refúgio noutras zonas do país. O governo do Sudão do Sul declarou o estado de Jonglei como “zona de calamidade”.
Cartum é contra abertura do corredor no sul do país
O Sudão rejeitou com firmeza um apelo dos Estados Unidos da América para a criação de um corredor de segurança nas zonas sob controlo do Exército de Libertação do Povo do Sudão (APLS, rebelião armada) no Kordofan Sul e na região do Nilo Azul, no norte.
Num comunicado difundido na capital, Cartum, o governo sudanês indica que tal acção só é aceite se houver garantia da participação plena da Comissão de Ajuda de Emergência do Sudão e de outras organizações nacionais afins.
A Comissão duvida das informações contidas no comunicado da embaixadora dos Estados Unidos junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Susan Rice, sobre a situação humanitária nas zonas controladas pelos rebeldes do APLS. O governo sudanês defende a ajuda que se pretende dar tem como objectivo enraizar as forças ocidentais na região do sul.
“A distribuição de ajuda às populações do Sul só foi um pretexto para os incitar à secessão”, disse em comunicado o governo do Sudão, aludindo ao processo que conduziu à independência do Sudão Sul em Julho do ano passado.
O comissário sudanês exortou os Estados Unidos a trabalharem para pôr termo às hostilidades nestas regiões, para que a ajuda humanitária possa beneficiar as pessoas que, segundo eles, precisam realmete de socorro com urgência.
De acordo com relatórios atribuídos à ONU, mais de 500 mil pessoas estão deslocadas ou afectadas pelos combates no Sul Kordofan e no Nilo Azul, onde os rebeldes Nuba, outrora aliados dos dirigentes do Sudão-Sul, pegaram em armas contra o Exército.
O número de necessitados cresce todos os dias devido à persistência dos confrontos tribais sobretudo na região norte do país
Fonte: Jornal de Angola
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