Parcerias
Esse é o conteúdo alternativo
apoio
Esse é o conteúdo alternativo
Seja um Doador
Contribua e nos ajude a construir uma nova forma de falar sobre segurança pública no Brasil.
Boletim
Receba mensalmente nosso informativo com as notícias e os eventos mais importantes ligados ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Dicas
Agenda
De professor a policial
Eduardo Pascoal de Souza - Brasília(DF) - 03/02/2009
Artigo extraído do link da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, último acesso em 02/02/2009.
Por George L. Kirkham, professor assistente da Escola de Criminologia da Universidade da Flórida, EUA.
Trata-se do relato do Professor de Criminologia, que como todo precussor científico, resolveu testar os limites de seus conhecimentos, assim, decidiu entrar na Polícia para viver o desafio de estar na condição de um policial, desta maneira, poderia experimentar as situações da vivência policial e principalmente, compreender as dificuldades de um agente de polícia.
(arquivo pdf, 22 kb)
Por George L. Kirkham, professor assistente da Escola de Criminologia da Universidade da Flórida, EUA.
Trata-se do relato do Professor de Criminologia, que como todo precussor científico, resolveu testar os limites de seus conhecimentos, assim, decidiu entrar na Polícia para viver o desafio de estar na condição de um policial, desta maneira, poderia experimentar as situações da vivência policial e principalmente, compreender as dificuldades de um agente de polícia.
(arquivo pdf, 22 kb)
- Por favor, se logue ou se registre para poder enviar comentários
para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Fórum de Segurança Pública, e adicione seus comentários em seguida.

Vc foi muito feliz na indicação. A imagem estereotipada que as pessoas têm dos policiais é um ponto a ser discutido a parte: Vindo os policiais da sociedade (ao que se registra, nenhum veio de marte) como podem eles serem piores ou melhores que seus concidadãos? Será que se optasse por outra carreira que não a policial ele seria um indivíduo "mais correto"? Ou seria essa percepção depreciativa em relação aos policiais mera hipocrisia das pessoas de um modo geral? E porque a cada concurso mais e mais pessoas se inscrevem?
Ponto crucial é a visão do criminoso como uma ameaça à vida e a integridade física: tem-se a impressão de que somente o policial e as vítimas vêem os criminosos dessa forma. A imagem padrão é do indivíduo oprimido e indefeso diante do poder do Estado...
Interessante como um "expectador de gabinete" muda facilmente de opinião ao experimentar por alguns minutos "a rotina da pista". Gostaria de transcrever uma frase para reflexão: "Como professor de Criminologia, eu dispunha do tempo que queria para tomar decisões difíceis. Como policial, no entanto, era forçado a fazer escolhas críticas em questão de segundos (prender ou não prender, perseguir ou não perseguir), sempre com a incômoda certeza de que outros, aqueles que tinham tempo para analisar e pensar, estariam prontos para julgar e condenar aquilo que eu fizera ou aquilo que não havia feito".
Realmente não se pode esperar que todos tenham passado pela experiência de ser policial para que possam compreender os policiais. Deve-se, todavia, exigir que somente POLICIAIS DE CARREIRA e com a DEVIDA FORMAÇÃO ACADÊMICA ocupem cargos de chefia, gabinete e correição em nossas Secretarias de Segurança. A formação acadêmica, por si, é tão limitada quanto a mera experiência prática.
Parabéns pela indicação.
O conhecimento científico não é pautado apenas na construção abstrata, caso contrário estaria restrito a um exercício filosófico, antes de tudo, o saber científico é concreto, definido pela prova ou constatações de argumentos e proposições verificáveis.
Muitas vezes, é no momento da VIVÊNCIA, amparada na paciência e persistência, que os conceitos são TESTADOS e consequentemente, revelado os seus erros e sentidos desconsoantes com dada realidade.
O conhecimento não é fixo, encontra-se em constante transformação, o que agora é certo, amanhã não será.
Portanto, a vivência especulativa apresenta-se como meio em que o homem consegue se aproximar da verdade, buscar ser melhor.
Daí a importância da prática policial como método para se verificar teorias, aperfeiçoá-las e assim, fazer ciência na atividade policial.
O ponto da prática, da ação, do vamos ver, é o momento que entra em campo a lógica aplicada, ou seja, o tripé que forma a base da investigação cientifica como uma verdadeira ciência, enfim, a junção da teoria, do método e da técnica.
Todo policial deve abraçar o conhecimento científico, o seu conhecimento precisa ser robustecido academicamente, sair do empirismo, todavia, todo cientista policial deve pesquisar em campo, não limitar-se a abstração.
Na atividade policial é essencial a verificação de campo para o desenvolvimento deste conhecimento, face as peculiaridades de sua natureza.
Enfim, conhecimento é o fator crucial para produção de riqueza, sem ele em nada adianta os outros recursos, ocorre que o mesmo encontra-se disperso nos processos, registros, bem como demais fontes dentro e fora da organização, mas principalmente, nas mãos, mentes e corações dos colaboradores, a necessidade é fazer Gestão do Conhecimento a fim de viabilizar tudo isto numa perspectiva de aprendizagem organizacional, não se trata apenas de implementação de tecnologias e práticas gerenciais, mas em redefinir de maneira especial os papeis dos atores envolvidos neste processo, é construir relações, é promover a interação social dos colaboradores, é priorizar as pessoas, o homem não está mais à margem da cadeia produtiva, como mero operador de mecanismos, mas sim ao centro em seu papel intelectual, criativo.
Penso que este Fórum é uma iniciativa nessa perspectiva quando compartilhamos algo relevante.
Um abraço.