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O surgimento da Tavor e o seu novo conceito em sistema de arma de fogo
Fabrizzio Bonela Dal Piero - Vitória(ES) - 20/05/2009
O trabalho realizado por forças de segurança em áreas onde é necessário usar policiais ou militares armados é uma situação altamente delicada e envolve características únicas a estas missões. Um destes fatores de extrema importância para o sucesso da missão é a diminuição da silueta da autoridade policial ou militar que, quando conquistada cria-se uma vantagem estratégica que, neste ponto, torna-se o cerne da capacidade superior de qualquer força de segurança mundial que atuam em áreas urbanas ou em áreas com rica arquitetura urbana o que caracterizam atualmente a maioria das grandes concentrações de habitantes do globo terrestre.
Partindo desta ótica é comum ver negativamente em jornais, sejam estes impressos ou televisivos, policiais em ações com enormes fuzis ou outros tipos de acessórios e equipamentos que na maioria das vezes quando usados, na melhor das hipóteses, podem ser considerados desnecessários ou incorretos para aquele tipo missão e, na pior das conseqüências desse uso incorreto acabam em colocar a vida do policial ou militar em risco.
Em muitos destes casos não se trata exclusivamente de um problema de educação e de treinamento, mas sim de investimentos que deveriam ser realizados pelo poder público e também privado com objetivos únicos e exclusivos para criar um conceito de segurança que estabeleça novas táticas e técnicas para aplicabilidade em uma nova e moderna política de segurança.
Questionando esta situação o correto para proporcionar melhor um novo conceito de segurança é necessário avaliar várias situações, processos e também micro sistemas que devem ser analisados e reconstruídos para uma nova aplicabilidade. Um destes tópicos de enorme importância dentro da área de segurança pública e militar é o sistema de armamento de uso pessoal podendo este ser letal ou não.
Este se destaca tanto dentro do sistema de segurança que muitos especialistas o classificam como sendo o de maior importância. No que diz respeito no uso especial por forças especiais e de elite de contraterrorismo e por unidades em ação no combate urbano a arma de fogo de uso pessoal é indispensável e fundamental para o sucesso das missões.
Por isto, conhecer melhor a ciência do conflito urbano, seja este guerra urbana ou terrorismo, é uma atividade que as nações de todo mundo buscam constantemente aprimorar, seja por meio da ciência ou da tecnologia ou ainda de ambas juntas, que acabam por ser responsáveis, em todas as expressões de poder nacional de uma nação, em fazer e criar conhecimentos táticos e técnicos que busquem aumentar a vantagem tática diante de ações terrorista e contra inimigos em conflitos urbanos sempre tentando mais e mais diminuir ou eliminar os efeitos e dados colaterais.
Neste momento, seja qual for a nação, diversos profissionais estão em atividade tanto no setor privado quanto público desenvolvendo, aprimorando e testando ações, mecanismos, acessórios e equipamentos que tem como objetivo atualizar os mais diversos sistemas de segurança para a atuação num campo de conflito que já é considerado como sendo o Teatro de Operações - T.O. do futuro.
Todavia, o fato é que não precisamos pensar futuristicamente um T.O. para ações futuras. Muito do que se vislumbra para os próximos anos podemos ver analisando algumas das mais recentes operações policiais e militares realizadas, por exemplo, as do Estado do Rio de Janeiro em suas principais favelas ou ainda as ações realizadas no Iraque, Bósnia ou ainda mais próximo de nós brasileiros as ações de nossas forças armadas no Haiti.
Seja como for e onde for estamos diante de um fenômeno que deve ser analisado aos olhos da ciência moderna.
Diante de tal colocação alguns países se destacam pela atenção que dão para essa questão de tamanha importância e merecem os devidos respeitos.
Uma dessas nações que se destaca por suas atividades junto ao novo T.O. do futuro é Israel que faz valer os seus méritos pela quantidade de estudos realizados, treinamentos aprimorados e testados e ainda por ter uma quantidade enorme de criação e desenvolvimento de novos equipamentos e acessórios voltados para aumentar não o fator mortífero mas sim de segurança e de vida, já que um acessório ou equipamento bem desenvolvido e utilizado antes de ser fatal ele deve ser visto como pacificador, ou seja, é utilizado como tal para salvaguardar e salvar de fatos vidas.
Partindo desta teoria aqui defendida destaco mais uma vez que antes de classificar uma arma de fogo como um instrumento que mata e mutila este tipo de equipamento é feito para salvar vidas e isto pode ser defendido em qualquer momento pelo posicionamento de diversas questões que não vamos mencionar aqui neste documento porque não é o nosso objetivo, mas o autor se coloca a disposição para tal finalidade.
Sendo assim, vamos destacar e analisar o mais recente equipamento individual israelense: Tavor arma de fogo que se destaca como sendo um moderno equipamento de uso individual que vem se destacando em todo mundo.
O novo equipamento israelense é a mais nova sensação quando se fala em arma de fogo de uso individual. Vem sendo adotado em todo o mundo por diversas forças especiais e de elite como sendo a melhor escolha para fazer frente às operações no futuro. Todavia, seus concorrentes são fortes e alguns com características também únicas e há quem nos diga que melhores. É o caso da HK 416 que tem preferência por muitos grupos de leite europeus.
No caso da IMI TAR-21, como é designada, é uma espingarda de assalto israelita de origem moderna. Desenvolvida pela IMI, Israel Military Industries, fabricante das bem conhecidas UZI e GALIL. Seu significado, "TAR-21" quer dizer "Espingarda de assalto Tavor - Século 21" (Inglês: Tavor Assault Rifle - 21st Century). O modelo avançado Tavor 2 da TAR-21 foi seleccionado como a futura espingarda de assalto para as forças de defesa israelitas e nos próximos anos será adotada como a arma de infantaria standard.
Seu desenvolvimento baseia-se no desing bullpup que é a configuração para armas onde o gatilho fica à frente do carregador de munição que é posicionado na coronha. Essa configuração permite manter o mesmo comprimento de cano, importante para a precisão do disparo, e mantém o fuzil em um tamanho mais compacto para uso em ambientes sem muito espaço. Atualmente os modelos mais conhecidos mundialmente são:
O francês FAMAS 5.56;
O austríaco Steyr AUG (Armee Universal Gewehr, espingarda universal de exército);
A família SA80 britânica;
E o americano OICW.
A funcionalidade da Tavor é um dos pontos fortes, possui pontos de ejeção em ambos os lados do seu corpo o que permiti ser facilmente reconfigurada para atiradores que utilizem tanto a mão direita como a esquerda. Todo o seu desenvolvimento é baseado numa engenharia humana avançada, ergonômica e em materiais compostos, de modo a produzir um fuzil mais confortável e leve para ser facilmente usado em situações de extrema tensão e stress.
Extremamente confiável é à prova de água e mais leve que uma carabina M4. Inclui também uma mira integrada composta por "Ponto Vermelho" que pode também ser montada com outras vistas, sistemas de visão noturna e outros aparelhos eletrônicos. Por tudo isto está substituindo os já envelhecidos M16A1, CAR-15, IMI Galil e os M4 mais novos, mas com deficiências em operar no deserto -travam e necessitam de muita manutenção.
Quando o projeto foi divulgado em 1998 logo começou a ser testado e já em 2002 a IDF anuniou algumas correções devido a problemas encontrados nos testes de campo. Foi desenvolvido com base na pesquisa extensiva e na cooperação estreita com as forças de defesa de Israel. Selecionado pelo IDF em 2003, foi escolhido com base em resultados positivos obtidos em uma competição extensiva com o M-4.
Em 2006 a brigada de infantaria de Givati foi à primeira unidade a ser equipada com o rifle novo.
Em março 2007, a brigada de infantaria de Golani e a brigada da infantaria de Kfir foram programadas também para receber as armas novas, terminando o grupo inicial de obtenção de 15.000 espingardas de assalto.
Atualmente, vem sendo introduzida mercadologicamente de forma agressiva em todo o mundo com o objetivo de transformar-se em uma arma ideal para as missões nos T.O. futuros de combate.
Seu funcionamento se dá por meio de um pistão de gases tradicional fixado no transportador do ferrolho, onde o seu trancamento é feito por rotação. O cilindro de gases está localizado acima do cano e é totalmente vedado. A cabeça de trancamento é semelhante ao do M16 com 7 ressaltos de trancamento, com mais um alocado no extrator.
O transportador do ferrolho tem uma haste guia para o regresso, com a mola de recuperação está localizada acima dele dentro do pistão. A alavanca de manejo fica na parte frontal da arma.
Destaque que ela não retrocede junto com o ferrolho quando a arma é disparada e pode ser montada para ambos os lados, para facilitar a operação por atiradores canhotos, também por esse motivo possui um seletor de tiro ambidestro.
Atualmente a Tavor é uma grande representante da geração atual de fuzis de assalto, que compartilham todas as modernas características como, o formato bullpup, caixa da culatra em polímero, mira óptica "red dot" para rápida visualização, designe modular com varias configurações que vão de uma com o cano curtíssimo, similar a uma submetralhadora a um com cano longo para snipers.
Até agora a IMI TAR-21 não viu muita ação real, é claro que passou com louvor nos testes até agora mas ainda é difícil avaliar se é realmente um sucesso no T.O. e isto só o tempo irá mostrar.
Configurada para diversas missões logo que entrou em açao foi distribuída para as tropas da Brigada Givati durante a Operação Escudo Defensivo, recebendo revisões bastantes favoráveis o que melhoram o seu funcionamento.
Visto por alguns como tendo um design futurista, o conceito bullpup na verdade existe desde os anos 40 quando o Reino Unido desenvolveu as espingardas de assalto EM-1 e EM-2. Vale também descatar as várias semelhanças com a SAR-21, o qual é devido às relações entre as industrias de defesa de Israel e da Singapura.
Casos de semelhansas a parte o verdadeiro diferencial neste conceito é o tamanho. A Tavor possui uma versão standard equipada com o cano de 46 cm denominada TAVOR Assault Rifle.
A TAVOR Commander com um cano mais curto de 38 cm, e um comprimento total de 64 cm, está vocacionada para unidades de elite como os pára-quedistas ou equipes que usam carros de combate.
A versão para atirador (sniper) é a TAVOR Sharp Shooter que tem um cano de 46 cm e vem equipada com um bipé e uma mira óptica de 3x - aumentos com retículo graduado.
Finalmente, desenhada de acordo com as especificações das unidades contraterrorismo israelitas, temos a Micro TAVOR, disponível no calibre NATO 5,56 mm. Este modelo tem a possibilidade de instalar um kit de conversão para o calibre 9 mm, sendo uma verdadeira SMG (Sub Machine Gun), com um cano de 25 cm, num comprimento total de 48 cm. Pode-se também adicionar um silenciador à arma sem aumentar o seu comprimento.
Existe também uma versão civil só que limitada a fogo semi-automático.
Seja como for a TAVOR é uma arma muito compacta, pensada para ser eficaz quer em campo aberto, quer em combate em zonas edificadas. Graças à sua concepção Bull Pup, temos uma arma curta com um cano longo, uma vez que todo o sistema de alimentação da arma se situa no interior da coronha, atrás do gatilho, o que permite alojar um cano de 46 cm comprimento (o mesmo da GALIL), numa arma com um comprimento total de 72 cm (menos 26 cm que a GALIL).
Com um peso total que varia de 3.18 quilogramas a 3.67 quilogramas a Tavor tem capacidade de taxa de fogo sustentada entre 750 - 900 disparos por o minuto.
Neste ponto devo mencionar que o fundamental para o sucesso alcançado pela Tavor em todo mundo deve-se muito a união da teoria com prática. Literalmente seguinte o conceito acadêmico de que uma boa idéia deve ser testada e simulada na teoria e na prática os fabricantes da Tavor seguiram com extensos testes laboratórios e de campo antes de confirmar definitivamente a fabricação do novo conceito de arma de fogo.
Os resultados finais têm mostrado que a TAR-21 é significativamente melhor, mais exata e de maior confiança que suas concorrentes. Por isto, já é definida como a arma padrão de uso individual do exército de Israel. Entretanto, neste caso específico as Colt M16 e também todas as suas variantes continuarão em serviço durante mais alguns anos; devido na maior parte ao seu preço por unidade que é um terço do valor da Tavor. Além disto, devemos levar em conta o grande número de espingardas M16 e M16A2 no inventário das forças armadas israelitas o que pode causar uma demora de cerca de quatro a cinco anos até que a Tavor torne-se a espingarda standard de todos os soldados israelitas. Contudo a arma já está a ser utilizada por muitas forças especiais; tendo sido inclusive encomendada pela Índia e Geórgia para as suas forças especiais em quantidades significativas.
Sem dúvida estamos a presenciar a utilizaçao de fato de uma arma de fogo que pode realmente salvaguardar muitas vidas e diminuir a perda de policiais e militares em ações em qualquer canto da terra assim como também os danos colaterais. De fato, a Tavor é o resultado da aplicaçao da tecnologia, do uso correto dos conhecimentos e da utilizaçao de novas táticas e técnicas em segurança policial e militar que vão somar-se aos novos conceitos de segurança pública mundial das nações modernas. Em outras palavras é uma excelente aquisição!
Partindo desta ótica é comum ver negativamente em jornais, sejam estes impressos ou televisivos, policiais em ações com enormes fuzis ou outros tipos de acessórios e equipamentos que na maioria das vezes quando usados, na melhor das hipóteses, podem ser considerados desnecessários ou incorretos para aquele tipo missão e, na pior das conseqüências desse uso incorreto acabam em colocar a vida do policial ou militar em risco.
Em muitos destes casos não se trata exclusivamente de um problema de educação e de treinamento, mas sim de investimentos que deveriam ser realizados pelo poder público e também privado com objetivos únicos e exclusivos para criar um conceito de segurança que estabeleça novas táticas e técnicas para aplicabilidade em uma nova e moderna política de segurança.
Questionando esta situação o correto para proporcionar melhor um novo conceito de segurança é necessário avaliar várias situações, processos e também micro sistemas que devem ser analisados e reconstruídos para uma nova aplicabilidade. Um destes tópicos de enorme importância dentro da área de segurança pública e militar é o sistema de armamento de uso pessoal podendo este ser letal ou não.
Este se destaca tanto dentro do sistema de segurança que muitos especialistas o classificam como sendo o de maior importância. No que diz respeito no uso especial por forças especiais e de elite de contraterrorismo e por unidades em ação no combate urbano a arma de fogo de uso pessoal é indispensável e fundamental para o sucesso das missões.
Por isto, conhecer melhor a ciência do conflito urbano, seja este guerra urbana ou terrorismo, é uma atividade que as nações de todo mundo buscam constantemente aprimorar, seja por meio da ciência ou da tecnologia ou ainda de ambas juntas, que acabam por ser responsáveis, em todas as expressões de poder nacional de uma nação, em fazer e criar conhecimentos táticos e técnicos que busquem aumentar a vantagem tática diante de ações terrorista e contra inimigos em conflitos urbanos sempre tentando mais e mais diminuir ou eliminar os efeitos e dados colaterais.
Neste momento, seja qual for a nação, diversos profissionais estão em atividade tanto no setor privado quanto público desenvolvendo, aprimorando e testando ações, mecanismos, acessórios e equipamentos que tem como objetivo atualizar os mais diversos sistemas de segurança para a atuação num campo de conflito que já é considerado como sendo o Teatro de Operações - T.O. do futuro.
Todavia, o fato é que não precisamos pensar futuristicamente um T.O. para ações futuras. Muito do que se vislumbra para os próximos anos podemos ver analisando algumas das mais recentes operações policiais e militares realizadas, por exemplo, as do Estado do Rio de Janeiro em suas principais favelas ou ainda as ações realizadas no Iraque, Bósnia ou ainda mais próximo de nós brasileiros as ações de nossas forças armadas no Haiti.
Seja como for e onde for estamos diante de um fenômeno que deve ser analisado aos olhos da ciência moderna.
Diante de tal colocação alguns países se destacam pela atenção que dão para essa questão de tamanha importância e merecem os devidos respeitos.
Uma dessas nações que se destaca por suas atividades junto ao novo T.O. do futuro é Israel que faz valer os seus méritos pela quantidade de estudos realizados, treinamentos aprimorados e testados e ainda por ter uma quantidade enorme de criação e desenvolvimento de novos equipamentos e acessórios voltados para aumentar não o fator mortífero mas sim de segurança e de vida, já que um acessório ou equipamento bem desenvolvido e utilizado antes de ser fatal ele deve ser visto como pacificador, ou seja, é utilizado como tal para salvaguardar e salvar de fatos vidas.
Partindo desta teoria aqui defendida destaco mais uma vez que antes de classificar uma arma de fogo como um instrumento que mata e mutila este tipo de equipamento é feito para salvar vidas e isto pode ser defendido em qualquer momento pelo posicionamento de diversas questões que não vamos mencionar aqui neste documento porque não é o nosso objetivo, mas o autor se coloca a disposição para tal finalidade.
Sendo assim, vamos destacar e analisar o mais recente equipamento individual israelense: Tavor arma de fogo que se destaca como sendo um moderno equipamento de uso individual que vem se destacando em todo mundo.
O novo equipamento israelense é a mais nova sensação quando se fala em arma de fogo de uso individual. Vem sendo adotado em todo o mundo por diversas forças especiais e de elite como sendo a melhor escolha para fazer frente às operações no futuro. Todavia, seus concorrentes são fortes e alguns com características também únicas e há quem nos diga que melhores. É o caso da HK 416 que tem preferência por muitos grupos de leite europeus.
No caso da IMI TAR-21, como é designada, é uma espingarda de assalto israelita de origem moderna. Desenvolvida pela IMI, Israel Military Industries, fabricante das bem conhecidas UZI e GALIL. Seu significado, "TAR-21" quer dizer "Espingarda de assalto Tavor - Século 21" (Inglês: Tavor Assault Rifle - 21st Century). O modelo avançado Tavor 2 da TAR-21 foi seleccionado como a futura espingarda de assalto para as forças de defesa israelitas e nos próximos anos será adotada como a arma de infantaria standard.
Seu desenvolvimento baseia-se no desing bullpup que é a configuração para armas onde o gatilho fica à frente do carregador de munição que é posicionado na coronha. Essa configuração permite manter o mesmo comprimento de cano, importante para a precisão do disparo, e mantém o fuzil em um tamanho mais compacto para uso em ambientes sem muito espaço. Atualmente os modelos mais conhecidos mundialmente são:
O francês FAMAS 5.56;
O austríaco Steyr AUG (Armee Universal Gewehr, espingarda universal de exército);
A família SA80 britânica;
E o americano OICW.
A funcionalidade da Tavor é um dos pontos fortes, possui pontos de ejeção em ambos os lados do seu corpo o que permiti ser facilmente reconfigurada para atiradores que utilizem tanto a mão direita como a esquerda. Todo o seu desenvolvimento é baseado numa engenharia humana avançada, ergonômica e em materiais compostos, de modo a produzir um fuzil mais confortável e leve para ser facilmente usado em situações de extrema tensão e stress.
Extremamente confiável é à prova de água e mais leve que uma carabina M4. Inclui também uma mira integrada composta por "Ponto Vermelho" que pode também ser montada com outras vistas, sistemas de visão noturna e outros aparelhos eletrônicos. Por tudo isto está substituindo os já envelhecidos M16A1, CAR-15, IMI Galil e os M4 mais novos, mas com deficiências em operar no deserto -travam e necessitam de muita manutenção.
Quando o projeto foi divulgado em 1998 logo começou a ser testado e já em 2002 a IDF anuniou algumas correções devido a problemas encontrados nos testes de campo. Foi desenvolvido com base na pesquisa extensiva e na cooperação estreita com as forças de defesa de Israel. Selecionado pelo IDF em 2003, foi escolhido com base em resultados positivos obtidos em uma competição extensiva com o M-4.
Em 2006 a brigada de infantaria de Givati foi à primeira unidade a ser equipada com o rifle novo.
Em março 2007, a brigada de infantaria de Golani e a brigada da infantaria de Kfir foram programadas também para receber as armas novas, terminando o grupo inicial de obtenção de 15.000 espingardas de assalto.
Atualmente, vem sendo introduzida mercadologicamente de forma agressiva em todo o mundo com o objetivo de transformar-se em uma arma ideal para as missões nos T.O. futuros de combate.
Seu funcionamento se dá por meio de um pistão de gases tradicional fixado no transportador do ferrolho, onde o seu trancamento é feito por rotação. O cilindro de gases está localizado acima do cano e é totalmente vedado. A cabeça de trancamento é semelhante ao do M16 com 7 ressaltos de trancamento, com mais um alocado no extrator.
O transportador do ferrolho tem uma haste guia para o regresso, com a mola de recuperação está localizada acima dele dentro do pistão. A alavanca de manejo fica na parte frontal da arma.
Destaque que ela não retrocede junto com o ferrolho quando a arma é disparada e pode ser montada para ambos os lados, para facilitar a operação por atiradores canhotos, também por esse motivo possui um seletor de tiro ambidestro.
Atualmente a Tavor é uma grande representante da geração atual de fuzis de assalto, que compartilham todas as modernas características como, o formato bullpup, caixa da culatra em polímero, mira óptica "red dot" para rápida visualização, designe modular com varias configurações que vão de uma com o cano curtíssimo, similar a uma submetralhadora a um com cano longo para snipers.
Até agora a IMI TAR-21 não viu muita ação real, é claro que passou com louvor nos testes até agora mas ainda é difícil avaliar se é realmente um sucesso no T.O. e isto só o tempo irá mostrar.
Configurada para diversas missões logo que entrou em açao foi distribuída para as tropas da Brigada Givati durante a Operação Escudo Defensivo, recebendo revisões bastantes favoráveis o que melhoram o seu funcionamento.
Visto por alguns como tendo um design futurista, o conceito bullpup na verdade existe desde os anos 40 quando o Reino Unido desenvolveu as espingardas de assalto EM-1 e EM-2. Vale também descatar as várias semelhanças com a SAR-21, o qual é devido às relações entre as industrias de defesa de Israel e da Singapura.
Casos de semelhansas a parte o verdadeiro diferencial neste conceito é o tamanho. A Tavor possui uma versão standard equipada com o cano de 46 cm denominada TAVOR Assault Rifle.
A TAVOR Commander com um cano mais curto de 38 cm, e um comprimento total de 64 cm, está vocacionada para unidades de elite como os pára-quedistas ou equipes que usam carros de combate.
A versão para atirador (sniper) é a TAVOR Sharp Shooter que tem um cano de 46 cm e vem equipada com um bipé e uma mira óptica de 3x - aumentos com retículo graduado.
Finalmente, desenhada de acordo com as especificações das unidades contraterrorismo israelitas, temos a Micro TAVOR, disponível no calibre NATO 5,56 mm. Este modelo tem a possibilidade de instalar um kit de conversão para o calibre 9 mm, sendo uma verdadeira SMG (Sub Machine Gun), com um cano de 25 cm, num comprimento total de 48 cm. Pode-se também adicionar um silenciador à arma sem aumentar o seu comprimento.
Existe também uma versão civil só que limitada a fogo semi-automático.
Seja como for a TAVOR é uma arma muito compacta, pensada para ser eficaz quer em campo aberto, quer em combate em zonas edificadas. Graças à sua concepção Bull Pup, temos uma arma curta com um cano longo, uma vez que todo o sistema de alimentação da arma se situa no interior da coronha, atrás do gatilho, o que permite alojar um cano de 46 cm comprimento (o mesmo da GALIL), numa arma com um comprimento total de 72 cm (menos 26 cm que a GALIL).
Com um peso total que varia de 3.18 quilogramas a 3.67 quilogramas a Tavor tem capacidade de taxa de fogo sustentada entre 750 - 900 disparos por o minuto.
Neste ponto devo mencionar que o fundamental para o sucesso alcançado pela Tavor em todo mundo deve-se muito a união da teoria com prática. Literalmente seguinte o conceito acadêmico de que uma boa idéia deve ser testada e simulada na teoria e na prática os fabricantes da Tavor seguiram com extensos testes laboratórios e de campo antes de confirmar definitivamente a fabricação do novo conceito de arma de fogo.
Os resultados finais têm mostrado que a TAR-21 é significativamente melhor, mais exata e de maior confiança que suas concorrentes. Por isto, já é definida como a arma padrão de uso individual do exército de Israel. Entretanto, neste caso específico as Colt M16 e também todas as suas variantes continuarão em serviço durante mais alguns anos; devido na maior parte ao seu preço por unidade que é um terço do valor da Tavor. Além disto, devemos levar em conta o grande número de espingardas M16 e M16A2 no inventário das forças armadas israelitas o que pode causar uma demora de cerca de quatro a cinco anos até que a Tavor torne-se a espingarda standard de todos os soldados israelitas. Contudo a arma já está a ser utilizada por muitas forças especiais; tendo sido inclusive encomendada pela Índia e Geórgia para as suas forças especiais em quantidades significativas.
Sem dúvida estamos a presenciar a utilizaçao de fato de uma arma de fogo que pode realmente salvaguardar muitas vidas e diminuir a perda de policiais e militares em ações em qualquer canto da terra assim como também os danos colaterais. De fato, a Tavor é o resultado da aplicaçao da tecnologia, do uso correto dos conhecimentos e da utilizaçao de novas táticas e técnicas em segurança policial e militar que vão somar-se aos novos conceitos de segurança pública mundial das nações modernas. Em outras palavras é uma excelente aquisição!
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A segunda coisa (que não é novidade pra ninguém) é o desvio de armamentos e de munições, tanto dos batalhões de PM quanto do exército. Evidente que esta nova arma, o TAVOR, já deve estar na mira dos traficantes e até das milícias. Como garantir que estas armas não serão desviadas de seus reais proprietários (poder público) bem como de seus usuários (policiais) ? Será preciso, em primeiro lugar, distinguir o policial do miliciano, distinguir quem trabalha para a polícia, dos que trabalham para o tráfico, para que somente depois, as armas sejam entregues à policiais de bem e responsáveis pelo equipamento que carregam. Assaltos e ataques à viaturas também tem suas estatísticas, seguidos do roubo das armas.
A fragilidade do poder público assusta mais que o armamento que possui, principalmente quando há o risco dessas armas ir parar nas mãos erradas. Alguém pode garantir que isso não irá ocorrer ?
Fico feliz pelas suas considerações e estou a disposição para ajudar em seus esclarecimentos. De acordo com suas colocações vamos aos fatos. Primeiro vamos rever as suas colocações.
No fato de dizer que uma arma de fogo não é escudo concordo plenamente. Uma arma de fogo antes de tirar vidas é um equipamento que faz parte do trabalho policial e militar. Antes de ser empregada deve ser analisada de acordo com a situação pelo operador de segurança pública. À luz de Alpert e Dunham, alerta que a força usada pelos policiais, nos encontros com o público, se divide em uma escala de sete medidas, a saber:
1) Nenhuma Força;
2) Ação de Presença do Policial Uniformizado;
3) Comunicação Verbal;
4) Condução de Preso;
5) Uso de Agentes Químicos;
6) Táticas Físicas e Uso de Armas Diferentes de Substâncias Químicas e de Armas de Fogo; e
7) Uso de Arma de Fogo e Força Letal.
Dito isto, está claro que com, educação e treinamento, ela está na última posição de uso, ou seja, mesmo sendo um equipamento que faz parte da composição do profissional existem regras, educação e treinamentos para o seu uso.
Na questão onde fica confuso para entender como uma arma pode salvar ou salvaguardar uma vida é evidente que partindo do contexto acima, encontrando-se o operador de segurança neste momento, deve ter sempre as melhores condições para realizar o seu trabalho. Um bom equipamento pode tornar este momento seguro para a sua vida, para a vida de outras pessoas e até mesmo para a vida, no caso, do suspeito ou criminoso. Chamo a atenção neste ponto para a quantidade de balas perdidas que atingem cidadãos cariocas todos os dias.
Falo no quesito do disparo real.
Mas antes disto, Devemos levar em consideração o poder da imagem, o poder de presença, da autoridade, do uniforme que encontra-se nas profissões de farda.
Um operador de segurança bem uniformizado, capacitado e com condição para fazer frente ao suspeito, criminoso ou bandido é fundamental para garantir os direitos constituicionais de cada cidadão brasileiro e estrangeiro em solo nacional.
Devemos também considerar é claro que existe atualmente em nosso país uma situação de conflito armado onde num combate urbano as vidas são perdidas todos os dias. Não estou defendendo o uso de mais armas de fogo, pelo contrário, devendo o uso correto e eficaz, de forma direta e moderna. Vale lembrar um ponto importante dentro da política moderna dos EUA. Dentro de toda a campanha Bush, seja o pai ou o filho, o lema era: a paz por meio da força. Não a força sentida na ponta da lança mas a força iniciada quem sabe num uniforme, numa arma nova desenvolvida e assim por diante. Lembre da época da guerra fria onde a Rússia utilizava da imagem de enormes foguetes para evitar ataques americanos.
O poder da imagem é algo que pode sim nos ajudar a controlar os altos índices de violência em nossas cidades. O uso da arma de fogo, da TAVOR é neste sentido sim uma boa opção de força devido a suas capacidades diante das demais armas usadas por criminosos.
Sobre o desvio de armas de fogo do poder público isto é um grave problema que deve ser combatido em todas as esferas nacionais. Hoje já é possível encontrar todo tipo de armamento e de vários calibres.
Muitas vezes o poder de fogo do crime é superior ao do policial ou militar que está exercendo a sua atividade e protegendo e salvaguardando as vidas de bem.
Por último, sobre foco, firmar foco... desculpe mas não entendi.
Sempre a disposição e um grande abraço e aberto para novos debates,
Fabrizzio Bonela Dal Piero
Autor
Quanto à questão de imagem, poder de presença de uma autoridade policial, sinto que a mesma encontra-se sem força suficiente (na visão do crime) para impor sua autoridade. Deixe-me exemplificar apenas com o fato de que policiais são mortos, apenas por serem identificados através do seu documento de registro militar, não sendo necessário nem mesmo o esboço para uma reação.
Quero que saiba que não sou contra a aquisição de armas novas e modernas, que venham ou não proteger o policial ou o cidadão. O que eu estou defendendo é mais logística de ação, como por exemplo, contingente maior para ocupação dos morros, com a ajuda do exército, fusileiros navais e polícia da aeronáutica ( ainda que, perdoe-me a expressão, como figurantes, para impressionar), tal como a contece com o tráfico, quando estes querem impressionar o poder público com ações violentas e simultâneas em vários pontos.
Desta forma sim, acredito no poder de imagem para se alcançar objetivos, causar menos pânico na população e expôr menos ao risco e de forma desnecessária, as vidas de policiais.
O trabalho é necessário e admito, porém, se for possível não se arriscar tanto, tanto melhor. Mais uma vês agradeço.
Forte abraço.
Amadeu Epifânio
Será que eles sabem o que se discute aqui?
Para poder ajudar em suas dúvidas favor melhorar a colocação do que o senhor deseja saber por favor porque se a pergunta for sobre o que se debate neste website: Fórum Brasileiro de Segurança Pública o próprio nome do sítio já diz tudo e o senhor não precisa de minha ajuda. Voltando um pouco sobre qual a nacionalidade do operador de segurança pública que está sendo mencionado no no decorrer do artigo, posso concordar com o nosso outro amigo que já respondeu a sua dúvida. Um grande abraço e sempre aprestado para suas novos esclarecimentos para as suas dúvidas. O autor.