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Desmilitarização já
José Glaudio Henrique Júnior - Parnamirim(RN) - 22/07/2009
o artigo abaixo apresentado foi retirado do fórum virtual do www.conseg.gov.br e foi feito por um dos participantes do referido fórum.

Via de regra, o praça é oriundo de uma família humilde e pobre. Já a grande maioria dos oficiais é oriunda de famílias classe média, quando não classe alta.
Um jovem integrante da classe média ou alta pode estudar em escolas particulares, sem ter qualquer outra responsabilidade. Já um jovem proveniente da classe baixa, precisa trabalhar desde cedo, sacrificando-se para poder conseguir freqüentar a rede público de ensino.
Tanto para o praça, quanto para o oficial, o ingresso na Polícia Militar é através de um concurso público, cujo grau de escolaridade exigido -via de regra - é o mesmo para ambos.
O aprovado para oficial, vai para a academia, onde estará recebendo proventos para ficar aquartelado e estudando por tempo integral durante 4 anos. Veja bem! Faz o curso superior gratuito e ainda recebe salário.
O aprovado para praça, seis meses após a sua incorporação, estará na rua trabalhando e provavelmente, tendo que fazer "bicos" para complementar sua renda. Enquanto isso, o cadete continua estudando...

Enfim! Onde eu queria chegar!

É claro que os praças -via de regra - não tem a mesma carga intelectual, cultural, escolaridade, articulação, facilidade de comunicação que os senhores oficiais tem. Porem, não somos idiotas, é ÓBVIO que sabemos que o simples fato isolado da desmilitarização não vai resolver os problemas da atual Polícia Militar e muito menos da segurança pública.
Simplesmente acreditamos que uma polícia militarizada só traz "vantagens" aos senhores oficiais. Lamentavelmente, esta "vantagem" decorrente do militarismo acarreta em prejuízos a toda sociedade civil e em grau ainda mais intenso a toda uma categoria de profissionais, estendendo-se aos seus familiares. Não basta o "peso" de ser um agente da lei, ainda temos que arcar com o peso do militarismo, que via de regra é o que mais estressa os policiais militares.
Olhem em volta! A sociedade não sente simpatia pelo militarismo, pelo contrário, somos discriminados e repelidos. Manter uma instituição militarizada apenas para ter certeza da garantia da ordem e a disciplina é subestimar seus integrantes. É isso? A tropa é considerada burra? Só sabe trabalhar a base de ordens? Da coerção? Se esse for o entendimento, então dissolvam a instituição, porque certamente a sociedade não quer ter que custear este tipo de servidor.
Logo que ingressamos no meio militar, aprendemos (extra oficialmente) que "não podemos ponderar" ou perguntar, que "nosso corpo não nos pertence mais", somos "propriedade do Estado", temos que cumprir nossas ordens custe o que custar... "Missão dada, missão cumprida!". Consequentemente, acabamos perdendo parte do amor próprio, a nossa auto-estima se acaba.
Somos doutrinados (extra oficialmente) a nos achar completamente diferentes do cidadão civil. Deus me livre reivindicar algo! Se o militarismo silenciou uma nação, imagina o que não faz com seus integrantes! A bem da verdade, hoje tenho medo de estar participando deste fórum.
Temos que ofertar direitos humanos ao cidadão comum, porém, como não somos civis, vivenciamos que na pratica os direitos humanos não têm aplicabilidade no trato entre militares. Ou seja, pertencemos a uma espécie de "ditadura militar", mais temos que garantir os direitos civis dos cidadãos deste estado democrático de direito.
Por uma questão de "sobrevivência" psicológica, tentando buscar um pouco de segurança, somos obrigados/ convidados/ induzidos a "puxar o saco" dos senhores oficiais; do contrário, pode custar caro, isso porque somos concursados. Que humilhação! É uma vergonha! Porém o ego do senhor oficial (maioria deles) se infla como nunca!!! Pior que essa bajulação tem que estar disponível sempre, 24hs por dia.
Para constatarmos o quanto é hipócrita o militarismo de nossas policias militares, basta comparar o plano de carreira dos praças com o dos senhores oficiais. O cidadão leigo entende que militar é aquele que tem uma carreira, vai galgando promoções...
Em SC é comum termos policiais militares com ótimo comportamento, nível superior, cursos de interesse da PM e mais de 20 anos de serviço; porém, ainda são soldados e estão longe de uma promoção. Sei de um soldado com 24 anos de serviço...
Já para os senhores oficiais é diferente, a carreira existe e funciona. Só nos últimos 6 (seis) anos, foram aproximadamente 2 mil promoções para os aproximados 700 oficiais que existem aqui em SC, cada oficial galgou em média 2,86 promoções.
Quanto ao proletariado, foram aproximadas 4 mil promoções para os aproximados 12.000 praças, cada praça galgou em média 0,33 promoções. Ou seja, em média os oficiais são promovidos quase 9 vezes mais rápido que os praças. No caso dos soldados é ainda pior.
Assim como o senhor Aurélio (do dicionário!), eu sempre achei que a função de comando, chefia e representação, fosse intrínseca da atividade e função dos oficiais; outrossim, aqui em SC eles recebem INDENIZAÇÃO por desempenhar estas atribuições.
Enquanto isso, sem receber qualquer indenização, o soldado linha de frente que não fica atrás de uma mesa, fica sujeito a ter que pagar por uma viatura batida. Fica sujeito a ter que contratar um advogado para defender-se em juízo, mesmo que seja inocente, isso quando não é condenado, criminalmente ou civilmente. Sem adentrar no mérito do maior risco de morte/ acidente...

Aos oficiais os louvores, aos praças os rigores!

Várias instituições, inclusive policiais, funcionam muito bem sem o militarismo, elas jamais tiveram a pretensão de militarizar seu regime.
Resolver de forma egoísta o meu problema é fácil, basta procurar outro emprego. A questão é que eu acredito que uma polícia militarizada gera prejuízo a toda sociedade. Alias, eu ainda não saí da PM porque eu amo a minha missão, assim como a grande maioria dos praças que conheço.
Vários oficiais "jogam na cara" dos praças que essa é a regra, a PM sempre foi assim, entrou por que quis, pede pra sair... Diante deste tipo de resposta eu pergunto. Não deveríamos voltar ao regime de escravidão? Não deveríamos voltar a ser colônia de Portugal? Voltar a ser uma monarquia? Não deveríamos voltar a achar que a Terra é plana? Os militares poderiam voltar a não ter direito a aposentadoria como era nos tempos remotos?
Enfim! Um ser que se diz racional, tem a obrigação de evoluir, não pode se dar ao luxo de ostentar um modelo arcaico e ineficiente por uma simples questão histórica ou de comodidade aparente. A polícia militarizada pode resolver um problema -dos oficiais e comandantes -mais acaba gerando vários outros mais graves.
Se o fim do militarismo na policia conseguir evitar o suicídio de 1 único policial militar ou a tortura de 1 único cidadão, certamente já terá valido a pena!
Fiquemos com a atividade policial (segurança pública) e deixemos o militarismo (rituais, solenidades, desfiles, blá blá blá...) para as forças armadas.

DESMILITARIZAÇÃO pra ontem!

22 Comentários
Será que o problema de segurança pública se consagra basicamente neste aspecto da militarização? Será que não existem variáveis de maior envergadura que intervém no péssimo funcionamento do sistema penal como um todo? Talvez a transformação das Polícias Militares em Guarda Nacional Repúblicana Brasileira, mesmo militarizadas, como no Chile, e.g., para, também cobrir as fronteiras secas e a marítima não seria uma solução mais equanime, pelo menos o embuste da força nacional de segurança pública cessaria. Será que o fortalecimento e criação da Polícia Municipal (transformação das atuais guardas), a partir de redução da extorção que é realizada pela federação, mantendo o montante da arrecadação no Municipio para investimentos em saúde, segurança e educação para a cidadania nãoi seria mais eficaz. Estes questionamentos somente são devaneios, certamente.
Com certeza todo o problema de segurança pública na qual nossa sociedade vive não se deve unicamente ao fato da Policia Militar ser uma instituição militar, seria no mínimo desvaneio achar isso!
O problema tem inúmeros fatores, começando pelo social (Educação de péssima qualidade, saúde precária, desemprego, habitação, etc....), passando pelo Sistema Judiciário (leis brandas e muitas formas de não cumprimento integral das leis, etc) e pelo Sistema Carcerário (Presídios super lotados, sistema que não recupera ninguém, escola de crime, etc...) e termina nas forças policiais.

No que tange as forças policiais, sua ineficiência no cumprimento de sua missão é algo evidente e isso se deve primeiramente ao descaso com que os governos estaduais tratam suas instituições policiais, somado a péssima qualidade na formação dos policiais, baixos salários, desmotivação dos policiais e na Polícia Militar ainda tem o militarismo na qual o texto mostra muito bem as mazelas que este sistema trás a instituição!

Se a sociedade quer uma policia eficiente e moderna tem que começar com a extinção do sistema atual (duas meia-policia (PM e PC) que não interegem entre si) e a criação de uma NOVA INSTITUIÇÃO
Uma única policia, a chamara POLICIA ESTADUAL, responsável pelo CICLO COMPLETO DE POLICIAMENTO!
José Gláudio
Existem muitos aspectos a serem considerados quando falamos em desmilitariazação das polícias militares. O mais importante é entender que a estética militar não será perdida, aliás, as guardas municipais também utilizam desse instrumento.
O que é preciso ficar claro é que o policial também é cidadão, e como tal necessita contribuir positivamente com os rumos de nossa sociedade. Esse processo positivo que chamamos de participação, vai muito além de exercer suas funções policiais, é contribuir com opiniões, participar dos ciclos de discussão com liberdade e oportunidade. Assim, terá seus direitos fundamentais garantidos e tenderá a aplicar esse conceito a todos na sociedade. Outro fator importante é que as polícias militares estão divididas em dois blocos, um que ganha muito bem, viaja o mundo todo, tem posições garantidas na máquina estatal após a aposentadoria, e concentram muito poder de mando e decisório. O outro bloco, é formado com as configurações que você citou, sem voz e submetido a um modelo que o exclui. O mais incoerente disso tudo é acreditar que é possível exercer os conceitos de polícia comunitária por esse bloco, o qual não tem nenhuma autonomia e nem respaldo para suas ações.
Abraços
Caro Dalmo. Você resumiu em poucas palavras a real situação pelo qual passa grande parte do efetivo das PMs, os praças!
Acredito ser uma grande afronta generalizar todo o problema da segurança pública no militarismo através do que eu considero um desabafo.
Elencar diferença de classes de praças e oficiais, é no mínimo temerário sem um suporte científico. Minha turma de oficiais, apenas como exemplo, aproximadamente 30% já eram praças. E galgaram o oficialato por seus próprios méritos, como todos os demais aprovados no concurso provenientes de TODAS as classes sociais.
Dizer que o fim do militarismo vai resolver o problema do mau profissional, ou amenizar o caráter rude de outros, é muita ingenuidade. Basta olhar nas demais carreiras públicas ou no iniciativa privada.

Caro Alex. A reitórica utilizada por vocês Oficiais é sempre a mesma, sempre querendo fazer comparações descabidas. Não precisa de suporte científico algum, basta consultar o efetivo, a CONSEG está aí mostrando isso!
O negócio é tão sério que até hoje eu não conheci um ÚNICO Oficial que defenda a desmilitarização enquanto que os Praças que são contra são uma minoria! Porque será que isso ocorre? Uma classe AMAR um sistema enquanto que a outra classe da mesma instituição quer acabar com esse sistema????

Faça o seguinte, me convença em que o militarismo é bom para a instituição, para os funcionários e, principalmente, para a socidade!
Talvez vossa senhoria consiga me convercer e eu passe a ser contra a desmilitarização também!
A quem interessar, seguem os links:

http://www.forumseguranca.org.br/artigos/policia-militar-24-horas-do-dia-a-qualquer-hora-e-em-qualquer-lugar

http://www.forumseguranca.org.br/artigos/desmilitarizacao-das-pms-desabafo
Muito boa a matéria - os argumenrtos são extremamente convincentes, muito embora eu seja um árduo defensor do militarismo, achando que sem ele, a baderna corria à solta - bom, talvez isso seja uma visão míope de minha parte, mas é minha visão. O ma9is interessante em tudo isto seria consagrar os direitos humanos no seio da PM - Democracia plena dentro dos quartéis. Tenho sempre me queixado disso tudo...Como podemos promover e assegurar a cidadania quando não a conhecemos. É difícil. Não posso dar pão quando estou faminto, ou seja, sair de umquartel para lidar com o cidadão9 comum, tentando a todo custo(isso é humilhante) assegurar algo(a cidadania) quando não a conheço, não sinto. O debate está posto e precisa amadurecer. Precisamos de mudanças e as mudanças necessariamante não dizem respeito ao militarismo, mas a nossa tradicional cultura militar. Mude a cultura, não o estilo, e teremos surpreendentes resultados.
Em momento algum eu defendi o militarismo ou a desmilitarização. Só acho descabido a afirmação de classe social.

Você está desmerecendo quem se esforçou para conseguir chegar aonde chegou.

Também acho que mudanças precisam ser feitas, mas não acredito que com o fim do militarismo irá diminuir o número de suicídios de policiais. Isso sim um assunto sério que deveríamos estar debatendo aqui. Ou só praças se suicidam ?
Prezados companheiros: Alinho-me ao colega Mena Barreto quanto ao ácido tema "classe social". O artigo em questão, da lavra do colega Henrique Júnior é bom no sentido de "levantar" debate, porém está eivado de "ideologia que prega a luta de classes" dentro das instituições policiais! Há um claro viés ideológico na abordagem do tema o que acaba por gerar "fumaça" em temas mais relevantes. Como bem disse o colega Mena Barreto, p.ex., a questão do suicídio! Há assuntos mais urgentes e objetivos a serem tratados, tais como remuneração adequada e saúde do profissional!
A "luta de classes" infiltrada no seio das instituições policiais pode gerar benefícios/créditos à estrutura do crime organizado, a quem interessa uma polícia dividida e em crise interna.. A "luta de classe" infiltrada no seio das instituições policiais traz vantagens a pessoas que têm objetivos político-partidários.
Quando digo que me alinho ao colega Mena Barreto, faço-o, pois em SP, minha turma de Oficiais é posterior a dele e tem mais de 35% de pessoas oriundas da Corporação (Sd, Cb e Sgt). Foram pessoas esforçadas e com muito suor aliado ao mérito estritamente pessoal que conseguiram ingressar na Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Ademais há fartas pesquisas que indicam ser os Oficiais também oriundos de classes mais populares, ao contrário do que quer fazer crer o nobre Henrique Júnior. A qualquer Policial Militar esforçado e dedicado, estão abertas as portas do progresso profissional. Dedicação e qualificação são as palavras chaves da atualidade de nós profissionais de segurança pública!
Ser profissional de segurança pública deve ser questão de orgulho, principalmente ser Soldado de Polícia Militar!
Se a "estética militar" não fosse cientificamente aprovada para a Polícia mundo afora, a questão proposta teria sentido!
Se a "estética militar" fosse desnecessária, qual o porquê das próprias Guardas Civis Brasil afora a utilizarem? Basta ler o exposto pelo nobre colega Álamo.
Se uma Polícia "desmilitarizada" fosse eficiente e sem vícios, as Polícias Civis seriam "ilhas de modernidade" na atuação frente ao crime. Muito ao contrário, o descontrole administrativo e a falta de clareza nos "freios para os maus policiais" é que têm prosperado em instituições policiais ditas "não militarizadas", o que gera maior desconfiança nos cidadãos.
Tentar "embolar" ditadura militar com o tema Polícia Militar é algo antigo e já sem sentido para o debate, passados 21 anos da redemocratização.
Ao contrário, são as Polícias Militares Brasil afora que empunham a bandeira da modernidade em termos de ensino de Direitos Humanos...Adequaram-se rapidamente às novidades trazidas das Universidades para as instituições. Há cursos variados em diversas Polícias Militares, em especial às do Nordeste do Brasil, com apoio e até clara interação com as Universidades. O caminho é a qualificação dos profissionais e "mudanças de paradigmas". O caminho é um plano salarial condizente com o valor social do Policial.
Ser Militar é totalmente adequado e consonante em "ser cidadão policial"...Ser Militar é ter orgulho de servir e proteger...Ser Militar é ser membro de uma Pátria que deve ser coesa na busca da prosperidade.
Caro Henrique Júnior...continue na luta, pois tenho certeza que detém as "melhores das intenções", porém vamos nos despir de "ódios e rancores" e vamos nos unir em prol de uma Polícia melhor para nossa sociedade brasileira.
Se há "abusos" na forma de tratamento não credite isso à estética militar, mas sim às fraquezas individuais de algumas pessoas ou à falta de "cultura de gerenciamento". Até em empresas privadas os supervisores e gerentes são treinados atualmente a "olhar de forma mais humana" os subordinados. O problema não é "a PM ou seus Oficiais", mas talvez a falta de qualificação em gerenciamento.
Para se traçar um paralelo que lhe fará entender bem a questão, quando um policial é "violento nas ruas" com as minorias (motivado por questões étnicas, religiosas, sexuais) ou marginalizados, isso não ocorre por ser ele PM, Policial Civil ou Guarda Municipal, mas sim por não ter tido fundamentos de respeito à dignidade humana já no seio familiar...Talvez a questão do "tratamento" ao subordinado esbarre na mesma questão!
Tratar da estética das instituições além de viés superficial é ingenuidade pura....Qualificar o profissional é a saída, seja ele praça ou oficial...Última palavra: nada de "sobrevivência policial", "puxar o saco"...todo ser humano deve conquistar seu espaço por méritos e não por subserviência...Nada da palavra "vantagem"...ela revela o cerne do capitalismo e a "materialização" do ser Humano...afinal caro Henrique, o "coronelismo que reinava no Brasil provinciano já não mais existe!!!
Ouse se qualificar, ouse servir!
"...o descontrole administrativo e a falta de clareza nos "freios para os maus policiais" é que têm prosperado em instituições policiais ditas "não militarizadas", o que gera maior desconfiança nos cidadãos..."

Respeito a sua postura e consciênca caro colega, porém, gostaria de esclarecer que a sociedade não faz distinção entre Polícias no que se refere a consideração de descontrole administrativo e a falta de clareza nos freios para maus policiais; a sociedade sofre de crise de confiança em seus servidores e serviços públicos, civis e militares, de cargo gerencial e técnico, nos três poderes.

Você disse muito bem ao apontar que a qualificação profissional é a saída, mas foi extremamente feliz ao citar que isto deve ocorrer "seja ele praça ou oficial", ou seja, independente do seu nível hierárquico. Torço para que muitas pessoas como você desenvolva esta consciência, pois só assim podemos mudar a realidade de nossa injustiça social.

Não são raros os casos de pessoas que apesar de não pertencerem às policiais, relatam perceber a desigualdade nas corporações, inclusive quanto à distribuição de meios que promovam a qualificação profissional, não contemplando a todos que são interessados.

Um abraço.
Favor considerar a seguinte retificação

De: Torço para que muitas pessas como você desenvolva esta consciência...

Para: Torço para que muitas pessoas desenvolvam esta mesma consciência...

Obrigado
Em consulta ao Fórum, verifiquei estes links, talvez seja pertinente ao assunsto, a quem interessar, segue abaixo:

http://www.forumseguranca.org.br/artigos/prisao-de-representante-dos-militares-do-acre

http://www.forumseguranca.org.br/artigos/reforma-da-policia

http://www.forumseguranca.org.br/links/policias-militares-ainda-adotam-leis-da-ditadura

http://www.forumseguranca.org.br/artigos/coronel-pmerj-prende-cabo-e-da-licao-de-cidadania-cidadania-de-quem

http://www.forumseguranca.org.br/artigos/ultrapassar-as-ideias-de-militarizacao-e-da-defesa-do-patrimonio

Um abraço.
Em continuação a postagem anterior, segue os links:

http://www.forumseguranca.org.br/artigos/por-que-da-militarizacao-na-seguranca-publica

http://www.forumseguranca.org.br/referencias/juventude-medo-e-violencia

http://www.forumseguranca.org.br/artigos/o-conflito-de-paradigmas-um-novo-modelo-policial-1-parte

http://www.forumseguranca.org.br/artigos/o-conflito-de-paradigmas-2-parte

Um abraço.
Julgo teu artigo um desabafo de alguém que não teve méritos a alcançar o Oficialato na tua instuição. Os concursos públicos, em especial para Praças e Oficias nas polícias militares, são abertos para todos com as mesmas exigências, de regra ensino médio, com exceção da Brigada Militar do Rs e Santa catarina que estão exigindo o Bacharelado em Direito. Se as oportunidades são oferecidas em igualdade de condições q
Julgo teu artigo um desabafo de alguém que não teve méritos a alcançar o Oficialato na tua instuição. Os concursos públicos, em especial para Praças e Oficias nas polícias militares, são abertos para todos com as mesmas exigências, de regra ensino médio, com exceção da Brigada Militar do Rs e Santa catarina que estão exigindo o Bacharelado em Direito. Se as oportunidades são oferecidas em igualdade de condições que se busque alcançar o mérito. Como Oficial tens um nível de responsabilidade e um comprometimento institucional diferente de outras carreiras internas. Muito cômodo seria se dizer que a medicina pode ser exercida por todos e não pelos médicos, que a engenharia fosse exercida pelo mestre de obras e não pelo Engenheiro formado. Este discurso de classes está superado, e a sociedade moderna exige méritos para que se possa ocupar espaços, "discurso falido" como o da ditadura militar é o da luta das classes, da falta de oportunidades, da casta do Oficias em detrimento "aos coitadinhos dos Praças", das cotas raciais e de qualquer política assistencialista. O Brasil é um país democrático em que um torneiro mecãnico se tornou Presidente da República, o que demonstra que muito depende das pessoas e de sua busca meritória. O que se tem que discutir não é militarização ou desmilitarização, isto é apenas um regime diferenciado do civil, em que por sinal, caso não seja de seu conhecimento é muito mais rigoroso que o militar e não raras vezes manda para casa um pai de família ancorado na conhecida "justa causa". Acredito que se trate de um jovem praça, com muita experiência profissional a angariar e quem sabe ver sua instituição com um pouco mais de respeito e consideração. Oxalá alcance o Oficialato e tenha a felicidade de ver a importãncia dos militarismo para a segurança pública e suas exigências reais, bem como, ocupe função gerencial para perceber a importância de uma visão estratégica. Ou pelo contrário, o que tem demonstrado certas experiências, onde "dito oprimido muitas vezes se converte em opressor"! Os quarteis de longa data estão afastados das tiranias de sua origem, muito pelo contrário, estão na maior consonância aos direitos fundamentais e garantias constitucionais o que acredito também seja na tua instituição te restando apenas alcançar o mérito, a maturidade profissional e quem sabe o respeito e admiração que tua instituição merece já que formada pela heterogeneidade de Oficias e Praças, todos com seu merecido valor.
Oxalá eu alcance o Oficialato e passe a sentir o gosto das vantagens desse regime (sim, porque para os Praças só Deveres!)! Passaria a me sentir um semi-deus, que não pode ser questionado nem ponderado pelos meus inferiores (o contrario de superior hierárquico é inferior)! Passaria a ter a minha disposição uma VTR (com combustível pago pelo estado) e um motorista a minha disposição! Realmente eu poderia sim chegar ao Oficialato e esquecer da grande maioria de Policiais Militares que estão na linha de frente, combatendo o crime nas ruas e sofrendo injustiças e perseguições dentro dos quartés!
Pena que o acesso a todas essas beneces e mordomias (entre outras muitas!) é restrido a uma pequena parcela da tropa. Ainda bem que a sociedade está abrindo os olhos para essas coisas...... aproveitem o momento que estão vivendo!
Para falar nesse assunto, vou recorrer a minha experiência:

Sou Oficial da Polícia Militar, e entrei na corporação como Soldado.

Não sou de família rica, muito ao contrário, meu pai é praça aposentado e era Cabo quando da minha infância, estudei em escola pública e cursei o segundo grau no SENAI.

Como Oficial, ao contrário do que comentam, não entendo que tenha privilégios, mas sim muito mais responsabilidades que à época em que eu era Soldado, como é óbvio em se observar, pois qualquer cargo de chefia assim o determina, quer seja em uma instituição militar, quer seja na Polícia Civil, Guarda Municipal ou mesmo nas empresas civis, como o caso da Volkswagem na qual trabalhei antes de ingressar na Polícia.

Não conheço a realidade do RN, mas em minha corporação a PM está trabalhando há bastante tempo de maneira profissional, com Gestão pela Qualidade, respeito aos Direitos Humanos e baseada na filosofia de polícia comunitária, e os profissionais, oficiais ou praças, são tratados como profissionais de segurança, com direitos e deveres em todos os níveis, e não se consideram "injustiçados" ou "perseguidos".
Parabéns por ter preservado sua inteligência, sensibilidade e coragem ao combater o regime mesmo estando dentro dele. Leia e comente o artigo "Os Conselhos Comunitários e a Militocracia da Segurança" publicado neste forum.
O artigo "Os Conselhos Comunitários e a Militocracia da Segurança" sumiu. Pode ter sido removido pelos gestores deste FORUM. Seria a volta da censura? Continuo querendo saber qual o percentual de militares na gestão deste FORUM. Quem quiser ler a matéria pode acessar o link http://culturadaseguranca.blogspot.com/2010/06/os-conselhos-comunitarios-e.html
André, tivemos problemas tecnicos no site hoje, mas a situação já foi normalizada. Desculpe-nos pelo transtorno. Para saber as profissões e especialidades dos associados do Fórum, responsáveis pela gestão do mesmo, clique em: http://www2.forumseguranca.org.br/node/189. Abraços,
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