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Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez.
Vera Mattos - Salvador(BA) - 14/10/2009
Mais uma mulher barbaramente morta.
Mais uma mulher caiu, tombou.
Um homem liberado no indulto do Dia dos Pais,
coisa que nunca ouvi falar,
saiu da prisão em busca da vÃtima.
Foi ao mesmo Shopping onde já fizera outras vÃtimas
e escolheu Rita de Cássia.
Foi frio, calculista. Entrou no carro da vÃtima.
Viu uma criança e não se comoveu.
Viu uma mulher e não se comoveu.
Jogou as duas na parte traseira do carro e
passou tranquilamente por toda a segurança do shopping.
Foi em busca do local para realizar o estupro.
Rita de Cássia lutou para não ser estuprada.
Rita de Cássia Martinez pensou em sua filha.
Rita de Cássia Martinez resistiu. Não foi violentada, não foi estuprada.
O Homem-Monstro então se vingou.
Entrou no carro e atropelou Rita de Cássia.
As marcas de pneus na barriga e na cabeça da médica.
Lembrem que o carro era de Rita de Cássia.
Lembrem que a filha de Rita de Cássia estava lá dentro.
Ele não atropelou uma única vez.
Atropelou várias vezes.
Destruiu seu tronco e sua cabeça.
O cérebro se desfez ali mesmo.
E fugiu do local levando a garota.
Abandonou o carro com a garota na estrada.
Vestiu a camisa que era o presente do Dia dos Pais
e deixou a jaqueta dele dentro do carro.
Foi localizado.
A tecnologia ajudou a polÃcia.
As câmaras gravaram todos os passos dele desde o viaduto da Rodoviária
Até a saÃda do Shopping Iguatemi.
Ele ficou até esta data bastante guardado.
Se houvesse sido levado para uma cela comum
Certamente não ficaria vivo.
Temos uma médica, uma mãe, uma militante, uma ativista morta.
Temos um homem-monstro vivo.
Quando será o próximo indulto dele?
Quando encontrará a próxima vÃtima?
Rita de Cássia Martinez está morta.
Muitas mulheres morrem vÃtima da violência.
Mas a morte dela tem uma singularidade.
Representa uma mulher que luta até o último instante
Para não ser violentada.
Representa uma mãe que luta para proteger sua filha.
Este crime não é apenas tenebroso.
Como o soltaram? Pelo bom comportamento,
Pelas suas qualidades.
Não houve assistência psicológica jurÃdica,
Não foram feitos os testes necessários.
Ele foi solto para passear no Shopping.
Para sentir o vento, para respirar o ar.
Para sentir a liberdade.
Não se leve para o campo da insanidade.
O homem-monstro é impiedoso, monstruoso, cruel.
A sociedade quer saber sobre as decisões quanto a ele.
Já era um condenado, já estava preso.
Não teremos Rita de Cássia Martinez de volta.
Sua filha um dia saberá tudo.
O fato estará na internet.
O fato estará em toda a mÃdia.
Quem sabe será assuntos de teses
Sobre violência contra a mulher.
Rita de Cássia Martinez não voltará.
Mais uma mulher tomba morta na Bahia
Da violência, da crueldade e da desigualdade.
Rita de Cássia Martinez é uma mulher sÃmbolo.
E o que escrevo é para que ninguém esqueça esta história.
Vera Mattos
Mais uma mulher caiu, tombou.
Um homem liberado no indulto do Dia dos Pais,
coisa que nunca ouvi falar,
saiu da prisão em busca da vÃtima.
Foi ao mesmo Shopping onde já fizera outras vÃtimas
e escolheu Rita de Cássia.
Foi frio, calculista. Entrou no carro da vÃtima.
Viu uma criança e não se comoveu.
Viu uma mulher e não se comoveu.
Jogou as duas na parte traseira do carro e
passou tranquilamente por toda a segurança do shopping.
Foi em busca do local para realizar o estupro.
Rita de Cássia lutou para não ser estuprada.
Rita de Cássia Martinez pensou em sua filha.
Rita de Cássia Martinez resistiu. Não foi violentada, não foi estuprada.
O Homem-Monstro então se vingou.
Entrou no carro e atropelou Rita de Cássia.
As marcas de pneus na barriga e na cabeça da médica.
Lembrem que o carro era de Rita de Cássia.
Lembrem que a filha de Rita de Cássia estava lá dentro.
Ele não atropelou uma única vez.
Atropelou várias vezes.
Destruiu seu tronco e sua cabeça.
O cérebro se desfez ali mesmo.
E fugiu do local levando a garota.
Abandonou o carro com a garota na estrada.
Vestiu a camisa que era o presente do Dia dos Pais
e deixou a jaqueta dele dentro do carro.
Foi localizado.
A tecnologia ajudou a polÃcia.
As câmaras gravaram todos os passos dele desde o viaduto da Rodoviária
Até a saÃda do Shopping Iguatemi.
Ele ficou até esta data bastante guardado.
Se houvesse sido levado para uma cela comum
Certamente não ficaria vivo.
Temos uma médica, uma mãe, uma militante, uma ativista morta.
Temos um homem-monstro vivo.
Quando será o próximo indulto dele?
Quando encontrará a próxima vÃtima?
Rita de Cássia Martinez está morta.
Muitas mulheres morrem vÃtima da violência.
Mas a morte dela tem uma singularidade.
Representa uma mulher que luta até o último instante
Para não ser violentada.
Representa uma mãe que luta para proteger sua filha.
Este crime não é apenas tenebroso.
Como o soltaram? Pelo bom comportamento,
Pelas suas qualidades.
Não houve assistência psicológica jurÃdica,
Não foram feitos os testes necessários.
Ele foi solto para passear no Shopping.
Para sentir o vento, para respirar o ar.
Para sentir a liberdade.
Não se leve para o campo da insanidade.
O homem-monstro é impiedoso, monstruoso, cruel.
A sociedade quer saber sobre as decisões quanto a ele.
Já era um condenado, já estava preso.
Não teremos Rita de Cássia Martinez de volta.
Sua filha um dia saberá tudo.
O fato estará na internet.
O fato estará em toda a mÃdia.
Quem sabe será assuntos de teses
Sobre violência contra a mulher.
Rita de Cássia Martinez não voltará.
Mais uma mulher tomba morta na Bahia
Da violência, da crueldade e da desigualdade.
Rita de Cássia Martinez é uma mulher sÃmbolo.
E o que escrevo é para que ninguém esqueça esta história.
Vera Mattos
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Mais isso é Brasil...
Temos que aprender muito...
Então, o que precisamos saber é como estão sendo feitas as avaliações e se estes profissionais estão realmente qualificados e atualizados.
Toda cobertura deste caso está em meu site http://jornalistaveramattos.com.br
Agradeço o comentário. Vera
Enquanto os psicólogos brincam de entender Fulano e Beltrano doente as pessoas morrem nas ruas.
Temos que acabar com a hipocrisia das condenações, se condenarmos a um determinado tempo que seja então este tempo cumprido e o preso avaliado constantemente, não para que se o solte obrigatoriamente a x tempo de pena (seja 1/6 ou qual for) mas para sabermos se não seria o caso de uma internação permanente num manicômio.
O problemas nesses casos são as postulações... um diz não ter havido erro, o outro diz que tudo foi feito certo, mas a vÃtima esta morta e a famÃlia chora....e a filha perdeu a mãe.
Reformular o sistema, não só carcerário como legal é preemente, temos que tirar os ideolos vermelhos do comando e colocar pessoas práticas, porque o positivismo esta saindo muito caro para nós... e nem falemos para as vÃtimas diretas e suas famÃlias.