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IV SEMINÁRIO FAESP -Reintegrar para não reincidir
Daniel Machado - Porto Alegre(RS) - 18/11/2009
IV SEMINÁRIO FAESP -Reintegrar para não reincidir
Nos dia seis e sete de Outubro de 2009, no centro de eventos da PUCRS, foi realizado IV seminário da Fundação de apoio ao egresso do sistema prisional sob o tema "reintegrar para não reincidir". Durante os quatro dias diversos painelistas se revezaram nos mais diversos temas em torno do retorno do indivíduo preso ao convívio social. O alto nível dos debates trouxeram a tona diversos assuntos entre os quais cito a "mulher encarcerada", "po...IV SEMINÁRIO FAESP -Reintegrar para não reincidir
Nos dia seis e sete de Outubro de 2009, no centro de eventos da PUCRS, foi realizado IV seminário da Fundação de apoio ao egresso do sistema prisional sob o tema "reintegrar para não reincidir". Durante os quatro dias diversos painelistas se revezaram nos mais diversos temas em torno do retorno do indivíduo preso ao convívio social. O alto nível dos debates trouxeram a tona diversos assuntos entre os quais cito a "mulher encarcerada", "políticas públicas para a reintegração"," a miserabilidade do sistema prisional", "reincidência criminal", "medidas despenalizadoras", entre outros. Não há outra forma de surgirem novas idéias e soluções para antigos problemas que insistem e persistem na sua manutenção no sistema carcerário do que eventos deste porte. A participação de profissionais dos mais diversos setores, sociedade civil e organizações não-governamentais contribuem de forma indescritível para a formação de pensamentos e questões sobre o tema. Mas infelizmente o que conseguimos fazer transparecer é que de fato o maior alimentador do sistema prisional é o próprio estado e suas instituições DESESTRUTURADAS e não seria exagero dizer quase que medievais.
No momento em que o estado se ausenta da vida do cidadão, do jovem, da criança, normalmente os mais carentes de recursos e deixa uma brecha para a atuação do crime dito "organizado" que toma para si a responsabilidade sobre este indivíduo, nesse momento ele (o estado) abre mão de formar um cidadão que tenha condições de retribuir a esse mesmo estado e a sociedade com seu trabalho, com seus conhecimentos e sua formação. Se em países desenvolvidos onde é alto o nível de oferta de condições dignas para o cidadão o número de indivíduos presos aumenta a cada ano, como estaremos no futuro com essa oferta diminuindo a cada novo mandato de prefeitos, governadores e presidentes?
Esse jovem no qual é investido muito pouco ou quase nada no que diz respeito á educação, saúde e segurança terá multiplicada a possibilidade de delinqüir e de vir a ocupar uma vaga no sistema prisional. Claro está que o sistema prisional brasileiro faliu á muito tempo e não tem as condições necessárias nem as ferramentas adequadas para tratar o indivíduo preso e o egresso desse sistema. Como debatido nos dias do fórum fica o conhecimento do "duplo gasto", onde o estado ao colocar o preso dentro do sistema investe (gasta a primeira vez) na manutenção dele e depois gasta de novo quando este mesmo indivíduo retorna na maioria das vezes após praticar crimes de maior potencial ofensivo. As questões que ficaram desse encontro tais como, o sistema carcerário Brasileiro, hoje, pode ressocializar alguém? A justiça criminal Brasileira é ágil e justa? O sistema policial Brasileiro é eficiente? Precisam ser respondidas com mais agilidade, com mais ímpeto, com a visão voltada para o longo prazo e não apenas com medidas paliativas e auto-promocionais que mudam de governo para governo.
____________________________________________
FAESP - Fundação de apoio ao egresso do sistema prisional
daniel-machado@bm.rs.gov.br
Nos dia seis e sete de Outubro de 2009, no centro de eventos da PUCRS, foi realizado IV seminário da Fundação de apoio ao egresso do sistema prisional sob o tema "reintegrar para não reincidir". Durante os quatro dias diversos painelistas se revezaram nos mais diversos temas em torno do retorno do indivíduo preso ao convívio social. O alto nível dos debates trouxeram a tona diversos assuntos entre os quais cito a "mulher encarcerada", "po...IV SEMINÁRIO FAESP -Reintegrar para não reincidir
Nos dia seis e sete de Outubro de 2009, no centro de eventos da PUCRS, foi realizado IV seminário da Fundação de apoio ao egresso do sistema prisional sob o tema "reintegrar para não reincidir". Durante os quatro dias diversos painelistas se revezaram nos mais diversos temas em torno do retorno do indivíduo preso ao convívio social. O alto nível dos debates trouxeram a tona diversos assuntos entre os quais cito a "mulher encarcerada", "políticas públicas para a reintegração"," a miserabilidade do sistema prisional", "reincidência criminal", "medidas despenalizadoras", entre outros. Não há outra forma de surgirem novas idéias e soluções para antigos problemas que insistem e persistem na sua manutenção no sistema carcerário do que eventos deste porte. A participação de profissionais dos mais diversos setores, sociedade civil e organizações não-governamentais contribuem de forma indescritível para a formação de pensamentos e questões sobre o tema. Mas infelizmente o que conseguimos fazer transparecer é que de fato o maior alimentador do sistema prisional é o próprio estado e suas instituições DESESTRUTURADAS e não seria exagero dizer quase que medievais.
No momento em que o estado se ausenta da vida do cidadão, do jovem, da criança, normalmente os mais carentes de recursos e deixa uma brecha para a atuação do crime dito "organizado" que toma para si a responsabilidade sobre este indivíduo, nesse momento ele (o estado) abre mão de formar um cidadão que tenha condições de retribuir a esse mesmo estado e a sociedade com seu trabalho, com seus conhecimentos e sua formação. Se em países desenvolvidos onde é alto o nível de oferta de condições dignas para o cidadão o número de indivíduos presos aumenta a cada ano, como estaremos no futuro com essa oferta diminuindo a cada novo mandato de prefeitos, governadores e presidentes?
Esse jovem no qual é investido muito pouco ou quase nada no que diz respeito á educação, saúde e segurança terá multiplicada a possibilidade de delinqüir e de vir a ocupar uma vaga no sistema prisional. Claro está que o sistema prisional brasileiro faliu á muito tempo e não tem as condições necessárias nem as ferramentas adequadas para tratar o indivíduo preso e o egresso desse sistema. Como debatido nos dias do fórum fica o conhecimento do "duplo gasto", onde o estado ao colocar o preso dentro do sistema investe (gasta a primeira vez) na manutenção dele e depois gasta de novo quando este mesmo indivíduo retorna na maioria das vezes após praticar crimes de maior potencial ofensivo. As questões que ficaram desse encontro tais como, o sistema carcerário Brasileiro, hoje, pode ressocializar alguém? A justiça criminal Brasileira é ágil e justa? O sistema policial Brasileiro é eficiente? Precisam ser respondidas com mais agilidade, com mais ímpeto, com a visão voltada para o longo prazo e não apenas com medidas paliativas e auto-promocionais que mudam de governo para governo.
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FAESP - Fundação de apoio ao egresso do sistema prisional
daniel-machado@bm.rs.gov.br
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Os jovens não necessitam ser só educados. O que falta neles é foco, isso mesmo, um horizonte palpável e alcançável. Mostrar à eles, alternativas atrativas, para perseguir um futuro promissor. A única visão que eles têm hoje, não é nada agradável e muito menos promissor. Família, política, tiros, violência, drogas, mortes violentas, etc. Que motivação esses jovens tem para viver uma vida saudável e pacífica ?
Certa vês li num livro, uma mensagem de um autor desconhecido, que dizia o seguinte: "É melhor começar a fazer, logo, algo de medíocre, do que ficar sonhando eternamente com a perfeição."
Não precisamos necessariamente fazer coisas medíocres (mesmo não tendo se feito outra coisa, até o momento), nossos políticos e governantes estão aí para confirmar, mas também não podemos olhar o problema como insolúvel.
Grandes problemas não requerem necessariamente, grandes medidas. Aquelas que já nascem grandes e onerosas e consequentemente inviáveis.
Tudo é possível quando se tem realmente... vontade. Esse tem sido o principal obstáculo, o Grande golias da nossa política.
Que Deus nos ajude.