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O dia depois de amanhã, em São Paulo
Amadeu Epifanio - Rio de Janeiro(RJ) - 08/02/2010
Já é notória, a ineficiência do governo paulistano, diante dessa enxurrada de problemas, causadas pelas incessantes chuvas, desde o começo do ano.
Um verdadeiro paradoxo. Enquanto o Estado de São Paulo, vai a nocaute, vencido pelas forças da natureza, esse mesma natureza sofreu também um mesmo nocaute, sendo vencida pela ação do homem, sendo agora o mesmo "homem" à sofrer as conseqüências dos seus próprios atos.

Outros estados também sofrem com as chuvas, mas nenhuma se compara à são Paulo, que parece não dar descanso para as pessoas se recomporem e se prepararem para a próxima luta, simplesmente porque as águas não baixam com a mesma rapidez que sobem, destruindo não só bens materiais, como também sonhos, projetos e esperanças de uma vida melhor.

O que falta acontecer ? Porque tantas obras no Rio Tietê, ainda não foram suficientes para amenizar as conseqüências das chuvas ? Será uma questão de falha topográfica da região paulistana, que não permite escoamento da água ?

O Brasil e a Bolívia, juntos, construíram o gasoduto, que percorreu centenas de quilômetros até o território Brasileiro. Não seria possível construir algo semelhante para levar o excedente dos reservatórios de água do sistema Cantareira e de outros para áreas de seca lá no nordeste ? Pelo menos uma vês por ano, durante as chuvas do começo de ano, o nordeste estaria bem suprido de água para abastecer plantações e animais, além de manter o nordestino em seu estado e não cair na ilusão de tentar a vida em São Paulo.

Trata-se apenas de uma sugestão, tomando por base uma experiência que já existe, embora transportando gás e não água. O que não dá pra fazer é ficar parado, apenas criticando e condenando.

Enquanto o mundo desvia seus olhares para o Haiti, aqui no Brasil, também existem tragédias e que precisam ser assistidas. O governo manda milhões de dólares para o Haiti, enquanto a população local sofre com a falta de recursos e da boa vontade daqueles que estão seguros sobre seus tetos.

Acho que estão esperando tragédias de maiores proporções, para atrair a atenção do mundo ou, pelo menos, do governador de São Paulo.

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